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Em Portugal, o próximo grande momento para os amantes da astronomia acontece a 12 de agosto, data em que será visível um eclipse solar.
O eclipse acontecerá ao final da tarde e será visível em todo o país, embora com diferentes níveis de intensidade. Na maioria das regiões portuguesas será observado como um eclipse parcial, ou seja, a Lua irá ocultar apenas uma parte do disco solar. Em Lisboa, por exemplo, o fenómeno começará pelas 18h39, atingirá o máximo de ocultação por volta das 19h36 e terminará cerca das 20h29. Nesse momento máximo, cerca de 94% do Sol estará oculto.
A grande exceção será uma pequena faixa no nordeste de Portugal, próxima da fronteira com Espanha, onde será possível observar a totalidade do eclipse. Nessa zona, a Lua irá bloquear completamente a luz do Sol durante breves instantes, criando o efeito mais impressionante do fenómeno: o desaparecimento temporário do brilho solar, o escurecimento do céu e a possibilidade de observar a coroa solar.
A forma mais segura de acompanhar um eclipse é através de óculos específicos para este tipo de fenómeno, que cumpram a norma internacional ISO 12312-2. Estes filtros foram concebidos para bloquear a radiação solar intensa e proteger os olhos durante a observação direta do Sol. O Club da Visão está a disponibilizar óculos de forma gratuita, sendo apenas necessário reservar — e há limite de um par por pessoa.
Em contrapartida, os óculos de sol comuns, independentemente de serem mais ou menos escuros, não oferecem a proteção necessária. O mesmo acontece com soluções improvisadas, como vidro fumado, radiografias, películas fotográficas ou CDs e DVDs, que não impedem a passagem da radiação prejudicial.
Os danos provocados pela observação direta do Sol podem afetar a retina, originando uma condição conhecida como retinopatia solar. Trata-se de uma lesão que, muitas vezes, não provoca dor imediata, mas que pode resultar numa perda permanente da visão.
Quem não dispõe de óculos certificados pode recorrer a métodos de observação indireta. Um dos mais conhecidos é a chamada câmara escura, ou projeção por orifício, que permite visualizar a imagem do Sol projetada numa superfície sem necessidade de olhar diretamente para ele. Outra alternativa é acompanhar o eclipse através de transmissões televisivas ou em plataformas digitais.
Os cuidados devem ser redobrados quando se utilizam equipamentos óticos. Nunca se deve observar o Sol através de binóculos, telescópios ou máquinas fotográficas com zoom sem um filtro solar específico instalado na parte frontal da objetiva. Além disso, usar apenas os óculos para eclipse enquanto se olha através destes equipamentos não é suficiente, uma vez que a luz concentrada pelos instrumentos pode provocar lesões oculares quase instantâneas.
As recomendações aplicam-se tanto aos eclipses parciais como à maior parte da duração de um eclipse total. Apenas durante a breve fase de totalidade — quando a Lua cobre completamente o disco solar — é possível olhar para o fenómeno sem proteção, mas apenas nos locais onde essa totalidade é visível. Assim que o Sol volta a surgir, mesmo que seja apenas um pequeno brilho, os óculos de proteção devem voltar a ser utilizados.
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