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A Estação Espacial Internacional (ISS) regressou à sua lotação total com a chegada, no sábado, de quatro astronautas destinados a substituir colegas que tiveram de abandonar a missão antecipadamente devido a problemas de saúde, diz o The Guardian.

A cápsula da SpaceX transportou três astronautas norte-americanos e franceses, bem como um cosmonauta russo, tendo sido lançada na sexta-feira a partir de Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. A chegada ocorreu um dia depois do lançamento, permitindo restabelecer o número habitual de tripulantes na estação orbital.

A necessidade de substituição surgiu após uma evacuação médica ocorrida em janeiro, considerada a primeira em 65 anos de voos espaciais tripulados da NASA. Um dos quatro astronautas enviados para a ISS no verão passado apresentou aquilo que os responsáveis classificaram como um problema de saúde grave. A situação levou ao seu regresso apressado à Terra, acompanhado por três colegas, mais de um mês antes do previsto.

Na sequência desse regresso antecipado, a estação ficou apenas com três tripulantes: um norte-americano e dois russos. Face à redução da equipa, a Nasa optou por suspender temporariamente as caminhadas espaciais e reduzir o volume de investigação científica em curso, de forma a garantir a segurança e a gestão adequada das operações essenciais.

Agora, para uma missão com duração estimada entre oito e nove meses, seguem para a ISS as astronautas Jessica Meir e Jack Hathaway, da Nasa, a francesa Sophie Adenot e o russo Andrei Fedyaev. Dois dos recém-chegados já têm experiência prévia na estação espacial. Jessica Meir, bióloga marinha, participou numa missão em 2019, durante a qual integrou a primeira caminhada espacial exclusivamente feminina. Também Andrei Fedyaev, antigo piloto militar, já esteve anteriormente na ISS.

Sophie Adenot, piloto de helicópteros militares, torna-se apenas a segunda mulher francesa a viajar até ao espaço. Já Jack Hathaway é capitão da Marinha dos Estados Unidos, integrando agora a nova equipa responsável por assegurar a continuidade das operações científicas e técnicas a bordo da estação.

A agência espacial norte-americana recusou divulgar a identidade do astronauta que adoeceu em órbita a 7 de janeiro, invocando o direito à privacidade médica. Também não foram fornecidos detalhes adicionais sobre a natureza do problema de saúde. Sabe-se apenas que o astronauta em causa e os três colegas que regressaram antecipadamente passaram a primeira noite em Terra num hospital, antes de seguirem para Houston.

Apesar do incidente, a NASA informou que não introduziu alterações nos exames médicos realizados antes do voo dos novos tripulantes. A agência optou por manter os procedimentos habituais de avaliação clínica, não considerando necessário rever os protocolos de seleção ou monitorização médica antes da partida.

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