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Segundo o El País, a Ertzaintza, polícia autónoma do País Basco, deteve quatro pessoas acusadas de desobediência grave, resistência e atentado contra agentes da autoridade, após incidentes ocorridos este sábado no aeroporto de Loiu, em Bizkaia, durante a chegada de membros da Global Sumud Flotilla. Três dos detidos acabaram libertados ainda durante a tarde.
Os confrontos começaram quando os seis elementos da delegação basca da Flotilha posavam para os meios de comunicação social após aterrarem, vindos da Turquia. Uma pessoa que aguardava na terminal tentou aproximar-se do grupo, mas foi impedida por um agente da polícia basca, desencadeando momentos de tensão e confrontos na zona de chegadas.
A organização Global Sumud Flotilla condenou a atuação da Ertzaintza, classificando-a como um exemplo de “brutalidade policial”, e exigiu a abertura de uma investigação internacional independente aos acontecimentos.
O regresso dos ativistas a território espanhol ficou também marcado por denúncias de alegadas agressões sofridas às mãos das autoridades israelitas. Diana Zomeño, uma das ativistas que chegou ao aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas, em Madrid, afirmou que vários membros da missão foram agredidos pela polícia durante a receção em Bilbau, incluindo um ativista que, segundo relatou, apresentava uma omoplata fraturada.
Horas antes, cerca de duas dezenas de ativistas tinham chegado ao aeroporto de El Prat, em Barcelona, onde foram recebidos por aproximadamente 200 apoiantes. Entre os presentes encontravam-se o ministro da Cultura espanhol, Ernest Urtasun, o eurodeputado Jaume Asens e a deputada Aina Vidal.
O conselheiro da Segurança do País Basco, Bingen Zupiria, anunciou que irá prestar esclarecimentos no Parlamento Basco sobre a atuação policial. Em comunicado, o departamento de Segurança justificou a intervenção alegando que algumas pessoas concentradas no aeroporto dificultaram a circulação normal de passageiros e protagonizaram confrontos com agentes da Ertzaintza.
Os ativistas integravam uma expedição composta por 54 embarcações e mais de 430 participantes, entre os quais 44 cidadãos espanhóis. A missão procurava romper o bloqueio israelita à Faixa de Gaza e foi intercetada pela marinha israelita em águas internacionais, a cerca de 250 milhas náuticas do território palestiniano.
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