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Segundo Lima, o incêndio iniciou-se em Tourelhe, freguesia de Cambra, propagou-se depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro, e ficou dominado às 12h40.

No entanto, continua a existir muitos reacendimentos em todo o perímetro a que os bombeiros têm de acorrer rapidamente. Lima alertou, contudo, que a situação ainda está longe de estar resolvida.

“Apesar de tudo estar muito mais calmo, é a partir desta hora que as coisas se começam a complicar. Continuamos com todos os meios no terreno para combater os reacendimentos e evitar que tudo se complique”, reforçou.

Pelas 17h20, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil indicava que permaneciam no terreno 1.155 operacionais, apoiados por 383 veículos e cinco meios aéreos.

O incêndio provocou dois feridos graves na sexta-feira: um homem de 55 anos sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau quando tentava combater as chamas e outro, de 34 anos, sofreu um traumatismo craniano grave ao cair de uma carrinha particular que transportava água para o combate ao fogo.

Registaram-se ainda três feridos ligeiros: dois bombeiros voluntários, devido à inalação de fumo, das corporações de São Pedro do Sul e de Vouzela, e um civil no concelho de Águeda com queimaduras.

As chamas destruíram também uma fábrica de componentes de madeira, produtora de biomassa para produção de energia, em Vouzela.

O fogo em Santo Tirso é combatido por 126 bombeiros e 38 viaturas e um meio aéreo. Durante a noite existiram reativações, que acabaram por provocar um ferido, segundo o comandante José Costa, da Proteção Civil.

O incêndio começou no sábado às 15h23 e chegou a estar mais controlado, mas algumas reativações durante a noite agravaram a situação no terreno.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Santo Tirso, Pedro Santos, avançou à Lusa, pelas 09h30, que tem a expectativa de que este incêndio entre na fase de rescaldo ainda durante a manhã e sublinhou que não há casas em risco, explicando o reforço de meios como medida de precaução. Uma bombeira ficou ferida e foi encaminhada para o Hospital do Médio Ave, acrescentou.

Sete distritos do centro e sul continuam sob aviso vermelho para o tempo quente. São eles Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Lisboa, Setúbal, Évora e Beja. O resto do país está a laranja. Praticamente todo o país está em perigo máximo ou muito elevado de incêndio.

As temperaturas máximas podem chegar hoje aos 42 graus no Alentejo. Também em Braga, está previsto que os termómetros ultrapassem os 40 graus.

*Artigo atualizado às 17h50

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