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Avistada no terreno acidentado de uma cordilheira na ilha grega de Creta, esta borboleta era até então desconhecida. A descoberta foi divulgada na Nota Lepidopterologica, revista da Sociedade para a Lepidopterologia Europeia, no final de abril. E confirma que a natureza ainda nos reserva surpresas, mesmo em locais explorados há décadas, como as Montanhas Brancas.

A importância da descoberta desta espécie – descrita pelos cientistas Peter Huemer, Lauri Kaila e Andreas H. Segerer como um “tesouro endémico” – reside precisamente no que ela revela sobre a biodiversidade. Os investigadores afirmaram que o mundo enfrenta uma crise a esse nível e que a conversação eficaz começa com o reconhecimento e a documentação das espécies antes que elas desapareçam.

E foi precisamente por isso que escolheram para esta nova espécie o nome Papaleonei, derivado de Papa Leone, que em italiano significa Papa Leão: para homenagear a preocupação do pontífice com a Casa Comum e apelar simbolicamente a que esse cuidado continue a ser uma prioridade para ele, para a Igreja Católica e para o mundo.

“Nomear uma espécie é mais do que um ato científico formal: serve também como um apelo simbólico ao chefe da Igreja Católica para destacar a responsabilidade central da humanidade na salvaguarda da criação”, sublinhou Huemer.

Não se conhece ainda uma reação do Papa a esta homenagem, mas certamente que ficará lisonjeado com ela e lhe fará jus. Ele que inaugurou o Borgo Laudato Si’, um espaço de promoção da conversão ecológica, que instituiu a liturgia “Pela Proteção da Criação”, e que tem feito apelos constantes para a fiscalização ativa dos poderes políticos contra a destruição ambiental, defendendo que cuidar da nossa casa comum é tanto um dever moral quanto um caminho para uma paz duradoura.

Já no próximo dia 23 de maio, Leão XIV tem na agenda uma visita que revela esta preocupação com a justiça ambiental. Irá a Acerra, no sul de Itália, uma das cidades da Campânia pertencentes à chamada “Terra dei Fuochi” (Terra das Chamas), um território há anos sobrecarregado pela poluição ambiental, com o surgimento de muitas doenças oncológicas, especialmente entre crianças e jovens.

E há quem diga que a ecologia integral será um dos temas abordados na sua primeira encíclica, Magnifica Humanitas, cuja publicação é esperada a 15 de maio.

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