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Vladimir Putin afirmou que “o grande feito da geração vitoriosa inspira os soldados que hoje desempenham as tarefas da operação militar especial”, acrescentando que estes “enfrentam uma força agressiva armada e apoiada por todo o bloco da NATO”, mas que, ainda assim, “os nossos heróis marcham em frente”.
No discurso, com cerca de oito minutos, o líder russo sublinhou ainda que “a chave para o sucesso é a nossa força moral, coragem e bravura, a nossa unidade e capacidade de suportar qualquer coisa e superar qualquer desafio”, concluindo que “a vitória sempre foi e sempre será nossa”, enquanto as tropas desfilavam na Praça Vermelha.
Este ano, pela primeira vez em quase duas décadas, o desfile decorreu sem a exibição de tanques, mísseis e outras armas pesadas, embora tenha mantido o tradicional sobrevoo de jatos de combate. Ainda assim, foram exibidas em ecrãs gigantes imagens de equipamento militar como o míssil balístico intercontinental Yars, o submarino nuclear Arkhangelsk, o sistema laser Peresvet, o caça Sukhoi Su-57, o sistema S-500 e vários drones e peças de artilharia.
As autoridades russas justificaram a alteração do formato com a “situação operacional atual”, apontando para o risco de ataques ucranianos.
Na véspera, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky decretou que a Praça Vermelha ficaria excluída de eventuais ataques durante o desfile, no âmbito de um cessar-fogo de três dias mediado pelos Estados Unidos. O decreto foi desvalorizado por Moscovo, que o considerou uma “piada tola”. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia “não precisa da autorização de ninguém para se orgulhar do seu Dia da Vitória”.
No desfile deste ano estiveram presentes cinco líderes estrangeiros, entre os quais os presidentes da Bielorrússia e do Cazaquistão, Alexandr Lukashenko e Kasim-Yomart Tokáyev, além dos chefes de Estado de Laos, Malásia e Uzbequistão. O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, reuniu-se com Vladimir Putin no Kremlin, mas não participou na cerimónia, tal como nenhum líder ocidental esteve presente.
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