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A Polícia de Segurança Pública (PSP) realizou, desde o início da operação, 386 contactos individuais de prevenção criminal junto da população idosa, no âmbito da 14.ª edição da operação “A Solidariedade Não Tem Idade – a PSP com os Idosos”.

Dos contactos efetuados resultou a sinalização de 284 idosos, sendo que 182 se encontravam em situações de risco social. A operação, de carácter preventivo, é realizada anualmente desde 2012, sobretudo através dos polícias das Equipas de Proximidade e Apoio à Vítima (EPAV).

O principal objetivo passa por reforçar o contacto direto com a população com mais de 65 anos e identificar, o mais cedo possível, situações de fragilidade social, vulnerabilidade física ou psíquica e suspeitas de crimes contra a integridade física. A PSP procura ainda promover o apoio necessário através da articulação com entidades parceiras.

Entre os fatores de risco identificados, a falta de autonomia foi o mais frequente, tendo sido sinalizados 77 idosos. Seguem-se 59 casos de suspeita de serem vítimas da prática reiterada de crimes, 48 situações de ausência de rede de contactos, 34 idosos com um quadro clínico grave que exigia acompanhamento médico imediato, 26 a viverem em condições de vida degradantes, 21 com insuficiência económico-financeira e 19 em situação de exclusão social completa.

Os polícias das EPAV procuram identificar sinais que possam indicar estes fatores de risco e partilham posteriormente a informação com entidades parceiras com capacidade de intervenção, instituições locais de apoio ou assistência social e serviços médicos, respeitando as áreas de atuação de cada entidade.

A PSP destaca também a relação de proximidade criada entre os polícias e os idosos acompanhados. Segundo a força de segurança, estes profissionais são, em muitos casos, a única companhia ou “cara amiga” que estas pessoas têm, assumindo um papel de confidentes, amigos e familiares.

Nesta edição, quando comparada com o período homólogo do ano passado, a PSP registou um aumento no número de idosos sinalizados por situações relacionadas com o isolamento social. A ausência de rede de contactos teve mais 29 casos e a exclusão social completa mais 12.

Para combater o isolamento, sobretudo nos grandes centros urbanos, a PSP apela à criação de redes de vizinhança. A força de segurança considera importante que as pessoas que vivem próximas se conheçam e estejam atentas a alterações abruptas na rotina dos vizinhos, como deixarem de ir à mercearia ou de frequentar o café. A comunicação atempada destes sinais à PSP pode contribuir para detetar situações de risco.

Embora os contactos individuais de prevenção criminal sejam intensificados durante a operação, o acompanhamento da população idosa sinalizada é realizado ao longo de todo o ano. A monitorização permite acompanhar os idosos já sinalizados e identificar novos casos que necessitem de apoio e encaminhamento para as instituições competentes.

A PSP mantém ainda o programa “Estou Aqui Adultos”, criado em 2015 em parceria com a Fundação Altice e destinado a pessoas com potencial de perturbação da referenciação espácio-temporal. O mecanismo permite facilitar o reencontro entre a pessoa aderente e a respetiva família ou instituição de apoio.

Desde o início do programa, a PSP já promoveu o reencontro com as famílias de 84 pessoas que se encontravam perdidas ou desorientadas. Até à presente data, foram atribuídas mais de 15 466 pulseiras e, atualmente, 5680 pessoas utilizam este mecanismo adicional de proteção.

A PSP recorda ainda que qualquer cidadão pode denunciar suspeitas de crime, especialmente quando estejam envolvidas pessoas idosas, através dos endereços de correio eletrónico violencia.domestica@psp.pt e proximidade@psp.pt ou presencialmente nas esquadras.

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