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A Polícia de Segurança Pública (PSP) está a alertar para o crescimento das burlas associadas ao arrendamento de imóveis através da internet, um fenómeno que se tem tornado mais frequente e sofisticado com a evolução digital.
Segundo a polícia, este tipo de crime tem vindo a ganhar expressão nos últimos anos, destacando-se pela diversidade de métodos e pela dificuldade em detetar os esquemas. “Os métodos utilizados não são facilmente detetáveis e caracterizam-se por uma progressiva sofisticação e perigosidade”, refere a PSP, sublinhando que o objetivo é sempre o mesmo, obter ganhos financeiros ilegítimos à custa das vítimas.
Entre os casos mais comuns estão os anúncios falsos de casas para arrendamento em plataformas online ou classificados, muitas vezes com preços apelativos e imagens reais. As vítimas são levadas a pagar antecipadamente por imóveis inexistentes ou já ocupados, acreditando estar a garantir uma reserva legítima.
De acordo com a PSP, os burlões podem agir de várias formas. Nalguns casos, desaparecem logo após receber o dinheiro, eliminando anúncios e contactos. Noutros, mantêm a comunicação com a vítima até ao último momento, adiando suspeitas, muitas vezes até a pessoa chegar ao destino e perceber que a casa não existe. Há ainda situações em que são utilizados documentos de terceiros para dar credibilidade ao esquema.
Nos últimos três anos, foram registados 4.553 crimes deste tipo. Apesar de uma ligeira descida desde 2023, a tendência mantém-se relevante. No primeiro trimestre de 2026, houve menos 36 denúncias face ao mesmo período de 2025, o que representa uma redução de cerca de 10%.
Perante este cenário, a PSP diz estar a reforçar não só a investigação criminal, mas também a prevenção, apostando na sensibilização dos cidadãos.
A polícia aconselha, por exemplo, a "desconfiar dos anúncios em que os preços são abaixo do valor de mercado", "pesquisar os dados do imóvel na internet (morada, designação do condomínio, dados e contactos do anunciante, entre outros)", "solicitar dados adicionais sobre a habitação: fotos do interior, cópia de contratos de fornecimento de eletricidade, luz ou gás, conferindo os dados de identificação e endereço indicado" e evitar transferências de dinheiro sem garantias.
Recomenda ainda que "não aceda a endereços enviados através de e-mails ou de outras plataformas de arrendamento para efetuar o negócio", "contacte imediatamente o seu banco se o anunciante informar que não recebeu qualquer valor ou que existem problemas no processamento do pagamento, solicitando nova transação. Caso se verifique a existência de fraude, cancele imediatamente o pagamento já efetuado", "guarde todas as trocas de e-mails, fotografias e mensagens, caso o arrendamento não corra como acordado ou tenha sido vítima de burla" e "não aceda a links enviados por email para efetuar pagamentos e contactar imediatamente o banco em caso de suspeita de fraude".
A PSP apela também à denúncia rápida de qualquer situação suspeita. “Quanto mais célere for esta denúncia, mais depressa serão efetuadas diligências” para identificar os responsáveis, sublinha a autoridade.
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