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A Constituição prevê um prazo de 30 dias para que os partidos apresentem propostas de revisão. No entanto, António Rodrigues reiterou que a revisão constitucional “não é prioridade” neste momento e classificou o calendário como extemporâneo, lembrando declarações anteriores do primeiro-ministro no mesmo sentido. “As prioridades do país são outras. Abrir agora um processo que suspende trabalhos durante um ano não faz sentido, nem parlamentar nem politicamente”, afirmou.
A decisão do PSD foi saudada pelo Partido Socialista (PS), que a considerou “sensata”. O deputado Pedro Delgado Alves reconheceu que os socialistas identificam áreas suscetíveis de melhoria na Constituição, mas defendeu que este não é o momento adequado para iniciar o processo. “Se a revisão só poderá ocorrer na segunda metade da legislatura, a partir de 2027, não faz sentido abrir agora um debate que ficará bloqueado”, sublinhou.
Pedro Delgado Alves adiantou ainda que o PS deverá adotar uma posição semelhante à do PSD, recusando apresentar propostas dentro do prazo constitucional. O tema será discutido numa reunião do secretariado nacional socialista marcada para esta terça-feira.
António Rodrigues deixou críticas adicionais ao Chega e à Iniciativa Liberal, acusando ambos de banalizarem o debate constitucional. “Fala-se demasiado da Constituição quando não é previsível que venha a ser discutida nos próximos meses. O Parlamento deveria concentrar-se no trabalho legislativo e na governação”, concluiu.
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