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No programa Entre Políticos, da RTP Antena 1, António Rodrigues, deputado e vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, afirmou que o mais importante é que a investigação vá “até ao limite e até ao fim”, independentemente da filiação partidária dos envolvidos.
“Importante, acima de tudo, é, se houve uma denúncia ou qualquer tipo de situação incorreta, que se busque isso até ao limite e até ao fim, independentemente de ser de um partido ou de outro e independentemente de quem é o protagonista”, afirmou o social-democrata.
António Rodrigues considerou ainda que “não fica bem sacudir água do capote”, numa referência a comparações com outros processos judiciais envolvendo partidos políticos, como o caso Tutti Frutti, investigação que incidiu sobre alegados favorecimentos entre militantes do PS e do PSD.
O deputado defendeu que eventuais ilegalidades devem ser entendidas como responsabilidades individuais e não partidárias. “Cada um tem os comportamentos que deve ter e deve pagar por isso se assim for considerado. São comportamentos individuais, não são comportamentos que derivam da condição política de ninguém”, afirmou.
O dirigente do PSD acrescentou ainda que casos desta natureza devem servir de “alerta” para titulares de cargos públicos e políticos, defendendo maior rigor nos mecanismos de contratação e adjudicação. “A lei é a lei para ser cumprida por todos”, sublinhou.
Também a deputada do Chega, Madalena Cordeiro, reagiu à investigação com fortes críticas ao Partido Socialista. A parlamentar afirmou que expressões como “prevaricação”, “tráfico de influência” ou “recebimento indevido de vantagem” “não são de estranhar” quando associadas ao PS.
“São muitas as denúncias, são muitos os conhecimentos que temos deste tipo de influência e deste tipo de modus operandi por parte do Partido Socialista”, afirmou a deputada, acrescentando que os protagonistas associados ao caso são “amigos de António Costa e José Luís Carneiro”.
Apesar das críticas, Madalena Cordeiro reconheceu que ainda existem poucos dados públicos sobre a investigação. “Espero que desta vez tenha consequências”, acrescentou.
Já Mariana Leitão, líder da Iniciativa Liberal, afirmou estar surpreendida com a dimensão da operação conduzida pela Polícia Judiciária em várias freguesias de Lisboa, envolvendo inspetores da Unidade Nacional de Combate à Corrupção.
“Não fazia ideia que isto se estava a passar nestes moldes”, afirmou aos jornalistas, à margem da 4.ª Conferência Bola Branca, em Lisboa, defendendo que a justiça deve poder atuar livremente.
A dirigente liberal deixou críticas tanto ao PS como ao PSD, considerando que os dois maiores partidos têm estado associados a situações de falta de transparência no exercício do poder.
“Há uma coisa que eu constato com esta nova operação, é que infelizmente não é novidade que os dois partidos que vão disputando o poder entre eles no nosso país estão sempre envolvidos num conjunto de situações de grande opacidade, até mesmo algumas de ilegalidades, no exercício do poder político”, afirmou.
Mariana Leitão defendeu ainda que os cargos públicos devem ser exercidos “com muito mais seriedade e com muito mais respeito pelo dinheiro dos contribuintes”.
Para a líder da IL, a influência acumulada pelos dois maiores partidos em várias estruturas do Estado contribui para um “sentimento de impunidade”.
“É importante que essas operações decorram, é importante que este sentimento de impunidade acabe de uma vez por todas”, declarou.
Também Jorge Pinto, deputado do LIVRE, considerou que a operação demonstra que a Polícia Judiciária “continua a fazer o seu trabalho, independentemente de quem possa estar em causa”.
Também no programa da RTP Antena 1, o parlamentar afirmou que a situação é “preocupante”, embora considere “reconfortante” a existência de acompanhamento por parte das autoridades judiciais.
“Esperamos, por um lado, que os políticos façam bem o seu trabalho, que sejam sérios, que sejam dignos daquilo que é a representação do povo português. Em paralelo, esperamos que, quando há suspeitas de que não o são, então possa haver uma investigação policial que assuma em mãos a responsabilização destes políticos”, afirmou.
Jorge Pinto deixou ainda um alerta para os riscos associados à permanência prolongada em funções públicas. “A perpetuação dos políticos nos cargos pode levar a que haja mais facilidade de práticas que não são tão corretas ou que não estão em linha com aquilo que devem ser os valores republicanos”, disse.
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