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PS

O Partido Socialista vai chamar ao Parlamento o novo diretor do INEM para prestar esclarecimentos sobre a morte de um homem de 78 anos no Seixal. A intenção foi anunciada pela deputada Mariana Vieira da Silva, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República.

“O PS vai chamar ao Parlamento o novo diretor do INEM para que ele explique em concreto e em detalhe aquilo que aconteceu ontem”, afirmou a deputada socialista, referindo-se ao caso ocorrido na terça-feira, que tem gerado debate público sobre a capacidade de resposta dos serviços de emergência.

Segundo Mariana Vieira da Silva, o partido espera que o responsável máximo do INEM possa esclarecer não só os contornos da atuação no caso concreto, mas também responder a dúvidas mais amplas sobre os meios disponíveis e os procedimentos adotados. “Esperamos que o presidente do INEM possa dar todas as respostas quanto à capacidade de resposta do INEM e ao efeito das novas medidas de triagem e à sua eventual relação com este caso”, sublinhou.

Iniciativa Liberal

Já Mário Amorim Lopes, líder parlamentar da Iniciativa Liberal, afirmou que "chegou a hora" da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, tomar decisões sobre "o que é o INEM e o que deve ser".

O deputado acrescentou ainda que “já não há espaço para desculpas nem para atrasos”. "A comissão técnica independente já definiu o que deve ser feito no INEM, pelo que agora cabe ao Governo implementar a reforma ou encontrar alguém capaz de a concretizar", disse.

Bloco de Esquerda

Também o Bloco de Esquerda reagiu ao episódio, questionando formalmente a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, sobre os atrasos na prestação de socorro. Numa pergunta dirigida ao Governo através da Assembleia da República, o BE referiu que o novo sistema de triagem, implementado há menos de uma semana, já recebeu "duras críticas" por parte dos Técnicos de Emergência Médica e dos bombeiros, defendendo que "tem de ser colocado em causa e revisto".

Para o Bloco, independentemente de o problema resultar de falhas no modelo de triagem, da insuficiência de meios físicos ou da conjugação de ambos, "esta é uma situação que nunca devia ter ocorrido". O partido quer saber que medidas o Governo vai adotar para garantir o funcionamento eficaz do novo sistema e pede esclarecimentos sobre como um pedido de socorro, que "teve um acionamento de meio mais atempado", acabou com o falecimento de uma pessoa ao fim de quase três horas.

"A degradação do INEM é de enorme preocupação porque coloca em causa o socorro à população", lê-se no documento submetido pelo BE, que acrescenta que o atendimento de chamadas e o acionamento de meios deveria ocorrer numa "questão de segundos" e não numa questão de horas.

PAN

Inês Sousa Real considera que se trata de “uma tragédia que poderia ter sido evitada”, caso existisse uma “maior capacidade de resposta do INEM”. A líder do PAN sublinha ainda que o partido já deixou claro que a ministra da Saúde “não tem condições políticas para continuar em funções”.

PCP

A deputada do Partido Comunista Português, Paula Santos, afirma que se trata de mais um caso que revela o "desinvestimento na Saúde", evidenciando também a falta de medidas por parte do Governo.

Chega

Marta Silva, deputada do Chega, defende que a repetição de falhas estruturais ao longo do tempo mostra que os “governos não quiseram resolver a situação”.

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