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Em conferência de imprensa na sede do PS, no Largo do Rato, o líder socialisa começou por afirmar que o conjunto de medidas são uma "recomendação política", pois o "Governo está a falhar na resposta que se está a sentir" junto das populações.

A primeira medida consiste na extensão do estado de calamidade, com previsão de manutenção até ao final de junho, abrangendo um perímetro mais alargado. Esta classificação permite agilizar processos administrativos e governativos, incorporando municípios que anteriormente não estavam incluídos e que têm solicitado integrar-se na resposta à calamidade.

Em segundo lugar, sugere manter-se a isenção do pagamento de portagens nos territórios onde a circulação rodoviária continua limitada, evitando prejuízos para cidadãos e empresas.

No âmbito das propostas para apoiar as famílias, o Governo apresentou um plano de comparticipação de até 10 mil euros para a recuperação de habitações. Contudo, o PS defende que é necessário “ir mais longe”, tendo em conta que, no terreno, os custos de reconstrução superam frequentemente este valor. A proposta do partido socialista prevê que o Estado comparticipe esses esforço das famílias, ou seja, garantindo que o esforço que fazem acima dos 10 mil não ultrapassa 10% do rendimento anual do agregado familiar.

Se as famílias tiverem créditos à habitação em vigor para os imóveis destruídos, o PS entende que o esforço financeiro não deve ultrapassar 30% do rendimento do ano anterior.

A quarta medida diz respeito ao apoio aos trabalhadores, com o objetivo de proteger o emprego face a situações de lay-off. O PS propõe que o Estado assegure o rendimento dos trabalhadores afetados, cobrindo os 33% correspondentes à perda de rendimentos, considerando que o Governo não se "comprometeu" com a medida inicial de 100% do salário. Segundo o partido, o apoio estatal deve ser suficiente para que os trabalhadores em lay-off não sofram qualquer redução efetiva no seu rendimento.

No que diz respeito ao apoio às empresas, o objetivo é garantir a manutenção da faturação e a reposição das condições de produtividade. As medidas dividem-se em dois: apoio à tesouraria, caso sejam demonstradas perdas entre fevereiro e abril, o Estado poderá apoiar cada trabalhador com até três salários mínimos, de acordo com a percentagem das perdas de faturação da empresa; no apoio ao investimento, o Estado deve garantir às empresas apoios equivalentes aos atualmente atribuídos para a aquisição de novos equipamentos ou máquinas, correspondendo ao que os economistas designam por "capital fixo das empresas."

Em relação às autarquias, o Estado deverá mobilizar apoios e fundos a fundo perdido, de forma a que as comparticipações estatais alcancem até 85%, cabendo os 15% restantes aos municípios, que deverão ficar dispensados dos limites de endividamento estabelecidos pela legislação das finanças locais.

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