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Os números foram confirmados esta quinta-feira pelo Serviço Penitenciário Federal Russo. Em declarações à agência estatal TASS, o diretor do organismo, o general Arkady Gostev, precisou que, do total atual de reclusos, cerca de 85 mil se encontram em prisão preventiva.
De acordo com o responsável, a diminuição da população prisional resulta de uma conjugação de fatores, incluindo o maior recurso a penas alternativas, como trabalho comunitário, prisão domiciliária e restrições de circulação. Ainda assim, Gostev reconheceu que o recrutamento de reclusos para contratos com as Forças Armadas teve “um impacto significativo” na redução dos números.
Parte substancial da atividade económica desenvolvida nas prisões russas está hoje orientada para o esforço de guerra. Cerca de 16 mil reclusos participam anualmente na produção de bens destinados ao setor militar, num volume estimado em 5,5 mil milhões de rublos, o equivalente a aproximadamente 64 milhões de euros.
O diretor do serviço penitenciário admitiu também a degradação das infraestruturas prisionais, sublinhando que muitas unidades são antigas, a última antes de 2026 tinha sido construída em 1984, e que apenas este ano foi inaugurada uma nova prisão, na região de Kazan. Segundo Gostev, parte das receitas geradas pelo trabalho prisional é reinvestida na manutenção e modernização dos estabelecimentos.
Desde o início do conflito, Moscovo tem recorrido de forma crescente ao alistamento de detidos, uma prática inicialmente associada ao grupo de mercenários Wagner Group. Mais tarde, o Estado russo aprovou legislação que permite aos reclusos que combatam na Ucrânia beneficiar de perdões ou do cancelamento de processos penais, uma estratégia que está a transformar profundamente o panorama do sistema prisional no país.
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