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O Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu, em novembro de 2024, um mandado de detenção contra Benjamin Netanyahu por alegados crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Em teoria, os Estados-membros do TPI são obrigados a deter indivíduos visados por esses mandados caso entrem no seu território.

A Hungria, no entanto, recusou anteriormente deter o líder israelita durante uma visita a Budapeste em abril de 2025, quando o então primeiro-ministro Viktor Orbán ainda estava em funções. Segundo o jornal Politico, antes desse encontro, Orbán anunciou a retirada da Hungria do TPI, um processo que demora um ano a produzir efeitos, e garantiu imunidade a Netanyahu durante a visita.

Péter Magyar, porém, anunciou que pretende travar esse processo de saída do tribunal até 2 de junho, data que marca um ano desde a notificação formal enviada à ONU. Questionado sobre a eventual visita de Netanyahu prevista para o outono, convite já aceite pelo líder israelita, Magyar afirmou que transmitiu diretamente a posição ao primeiro-ministro de Israel.

“Se um país é membro do TPI e uma pessoa procurada pelo tribunal entra no nosso território, essa pessoa deve ser detida”, afirmou. O responsável acrescentou ainda que o futuro governo pretende garantir que a Hungria se mantém vinculada ao tribunal internacional.

No entanto, vários países têm interpretado de forma diferente as obrigações decorrentes do TPI. A França defendeu que deter Netanyahu poderia violar outros acordos internacionais com Israel, invocando o artigo 98 do estatuto do tribunal, que prevê limitações relacionadas com imunidade diplomática. Já a Alemanha, através do então chanceler Olaf Scholz, afirmou em abril de 2025 que não conseguia imaginar a detenção do líder israelita. Também a Itália concedeu imunidade a Netanyahu durante visitas oficiais

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