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Estas discussões constituem as primeiras negociações diretas conhecidas entre Moscovo e Kiev sobre o plano proposto pelos EUA para pôr fim a quatro anos de guerra, sendo que no final do dia de hoje foi dito que "novas reuniões estão agendadas para amanhã".
Um dos pontos de discórdia é o destino dos territórios no leste da Ucrânia, com a Rússia a exigir que Keiv retire as suas forças dos cerca de 30% da região de Donetsk que ainda controla.
As negociações diretas anteriores entre a Rússia e a Ucrânia durante o primeiro ano da guerra, em 2022, e várias vezes em 2025, em Istambul resultaram apenas na troca de prisioneiros e de restos mortais de soldados.
A Rússia exige a retirada das tropas ucranianas do Donbass, na região industrial do leste da Ucrânia, e um compromisso de Kiev de não aderir à NATO.
Nos últimos meses, a Rússia intensificou os ataques à rede energética ucraniana, provocando cortes massivos de eletricidade e aquecimento, especialmente na capital ucraniana, que enfrenta temperaturas gélidas.
Cada vez mais crítico em relação aos europeus nas últimas semanas, Zelensky proferiu um discurso particularmente duro em Davos na quinta-feira contra os seus principais apoiantes, dizendo ver uma Europa "fragmentada" e "perdida", quando se trata de influenciar as posições de Donald Trump, e sem "vontade política" face a Vladimir Putin.
A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
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