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“A única coisa que posso dizer é que não haverá eleições neste período imediato”, declarou Rodríguez numa entrevista à estação norte-americana Newsmax, a primeira concedida este ano por um dirigente chavista a um meio de comunicação internacional. O canal, de orientação conservadora e próximo do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deslocou-se a Caracas para realizar a entrevista.

Rodríguez, irmão da presidente interina, Delcy Rodríguez, afirmou que o foco do atual executivo passa por assegurar “a estabilidade e a reconciliação da Venezuela”. Ainda assim, admitiu que a realização de eleições poderá ser considerada caso o país consiga avançar na estabilização nacional e alcançar um acordo com “todos os setores da oposição”.

Questionado sobre a líder opositora María Corina Machado, o presidente do parlamento evitou referir nomes específicos e apontou para a discussão em curso na Assembleia Nacional de uma lei de amnistia destinada a presos políticos detidos desde 1999. Segundo Rodríguez, a iniciativa pretende facilitar o regresso ao país de setores da oposição atualmente no exterior, desde que cumpram a lei.

A entrevista, conduzida pelo jornalista Rob Schmitt, foi transmitida com dobragem em inglês das respostas de Jorge Rodríguez, não sendo audíveis na íntegra as declarações originais em espanhol.

Durante a conversa, foram também abordados temas económicos, nomeadamente a abertura da indústria petrolífera venezuelana ao investimento estrangeiro, em particular dos Estados Unidos. Rodríguez reconheceu que a Venezuela enfrentou “dificuldades económicas devido ao bloqueio” norte-americano e admitiu erros por parte do governo, mas considerou que o país vive agora uma “oportunidade de ouro” para promover áreas como a saúde, a educação e a cultura, através de uma economia de mercado mais aberta.

“Queremos transformar o petróleo em hospitais, escolas e melhores condições de vida para o povo venezuelano”, afirmou.

Sobre a relação com a administração norte-americana, Rodríguez disse que os últimos dias foram “intensos”, mas salientou a possibilidade de construir uma relação de “benefício mútuo”. “Temos um futuro brilhante pela frente”, acrescentou.

Desde a captura de Nicolás Maduro e a tomada de posse de Delcy Rodríguez como presidente interina, a Venezuela alterou a lei dos hidrocarbonetos para permitir investimento norte-americano, retomou a comercialização de petróleo sob tutela económica dos Estados Unidos, iniciou a libertação de centenas de presos políticos e debate uma ampla lei de amnistia com vista à reconciliação nacional.

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