O líder da oposição no parlamento, Siteny Randrianasoloniaiko, disse à agência: “Contactámos o pessoal da presidência e eles confirmaram que deixou o país”.

Segundo uma fonte militar citada pela Reuters, Rajoelina viajou num avião militar francês, após acordo com o presidente Emmanuel Macron. “Cinco minutos depois, um helicóptero chegou e transferiu o passageiro para o Casa [avião da força aérea francesa]”, sublinham.

Os protestos começaram a 25 de setembro devido a falhas no fornecimento de água e eletricidade, mas rapidamente transformaram-se num movimento mais amplo contra a governação e corrupção. Como referiu um jovem manifestante de 22 anos à agência internacional: “Em 16 anos, o presidente e o seu governo não fizeram nada, exceto enriquecer enquanto o povo permanece pobre. E a juventude, a Geração Z, sofre mais”.

Durante os protestos, os manifestantes gritaram: “O presidente deve sair agora.”

A unidade de elite CAPSAT, que tinha apoiado Andry Rajoelina em 2009, declarou que não iria disparar contra os manifestantes e assumiu o comando das forças militares, nomeando um novo chefe do exército. Uma fação da guarda paramilitar também se aliou aos protestos, assumindo a direção da instituição perante altos funcionários do governo.

O presidente do Senado, foco de críticas públicas, foi destituído e Jean André Ndremanjary assumiu interinamente, até à realização de eleições.

De acordo com a ONU, pelo menos 22 pessoas morreram em confrontos entre manifestantes e forças de segurança desde o início das manifestações.