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O ministro da Administração Interna, Luís Neves, ficou esta sexta-feira ainda mais pressionado. O Presidente da República considera que o ministro não pode permanecer sob suspeita permanente e que a sua continuidade no Governo, nessas condições, é insustentável, segundo o Nascer do Sol.
António José Seguro já terá transmitido essa posição ao primeiro-ministro, Luís Montenegro. O chefe do Governo pediu, no entanto, tempo para resolver a situação. O Presidente concedeu-lho, tendo em conta que Portugal atravessa a época de fogos.
A situação faz lembrar o que aconteceu no Governo de António Costa, quando Marcelo Rebelo de Sousa exigiu a saída da então ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, na sequência dos incêndios de 2017. Para Seguro, como já afirmou publicamente, está em causa a "dignidade das instituições".
Há também um sinal que não passou despercebido: nas últimas visitas a quartéis de bombeiros, o Presidente não se fez acompanhar pelo ministro da Administração Interna. Aconteceu quando esteve na Serra da Estrela, há algumas semanas, e voltou a acontecer na semana passada, em Celorico de Basto.
Entretanto, ganham peso as investigações e auditorias em curso às circunstâncias que envolvem Luís Neves, antigo diretor nacional da Polícia Judiciária. O Presidente já pediu urgência na conclusão desses processos. Se as dúvidas sobre a atuação do ministro permanecerem, caberá a Luís Montenegro decidir se o mantém no Governo.
Também André Ventura anunciou que o Chega vai apresentar uma moção de censura ao Governo na próxima terça-feira, 1 de setembro, caso não haja uma resolução para o caso Luís Neves.
O líder do Chega disse que o partido se vai "juntar ao apelo do Presidente da República" e garantiu que não pretende provocar uma crise política, mas defender "o mínimo de ética nas instituições".
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