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Pelo sexto ano consecutivo, a Refinaria de Sines, explorada pela Petrogal, do grupo Galp, lidera o ‘top 10’ das instalações mais poluentes do país. Em 2025, esta unidade foi responsável por cerca de 2,2 milhões de toneladas de CO₂, mantendo um peso significativo no total das emissões nacionais.
Em declarações à TSF, o presidente da ZERO, Francisco Ferreira, considera a situação “preocupante”, sublinhando que o uso continuado de combustíveis fósseis continua a ser o principal motor das alterações climáticas. “Quando temos sistematicamente o caso da refinaria no nosso país, responsável por uma fração ainda muito relevante das emissões nacionais, esse é, obviamente, um fator de preocupação”, afirma, acrescentando que o investimento da Galp em energias renováveis “tem sido diminuto, na ordem dos 16%”.
Para a associação ambientalista, os dados revelam um desfasamento entre os compromissos assumidos e a realidade. “É preciso passar dos planos e das metas para a ação e o que nós vemos é que, na prática, estamos a ir ao contrário”, alerta Francisco Ferreira, apontando o aumento continuado do consumo de gasóleo e gasolina, apesar da subida dos preços.
A ZERO avisa que, sem mudanças estruturais, Portugal arrisca falhar as metas europeias de redução de emissões. Entre as medidas defendidas estão restrições mais severas ao uso do automóvel com motor de combustão nas cidades, o reforço da oferta de transporte público e a aceleração da implementação de projetos de energias renováveis, reduzindo os atrasos acumulados nos últimos anos.
Francisco Ferreira sublinha que a redução das emissões é uma responsabilidade coletiva, apelando diretamente aos ministérios das Infraestruturas, da Economia e do Ambiente para que passem “das palavras aos atos” e adotem medidas concretas para travar o aumento da poluição no país.
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