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Os preços do petróleo ultrapassaram novamente os 100 dólares por barril esta quinta-feira, numa altura em que uma vaga de ataques iranianos a infraestruturas energéticas no Médio Oriente ofuscou a libertação maciça de reservas governamentais, escreve o The Guardian.
À medida que Donald Trump prometia “concluir o trabalho” na guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, o regime iraniano intensificou os ataques retaliatórios a alvos económicos por toda a região. Vários navios mercantes foram atingidos na zona do estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais importantes do mundo.
No mesmo período, o Iraque suspendeu todas as operações nos seus portos petrolíferos após um ataque a dois petroleiros. No Bahrain, as autoridades aconselharam os residentes a permanecer em casa depois de um ataque iraniano a tanques de combustível em Muharraq.
Em Omã, todos os navios foram retirados do principal terminal de exportação de crude em Mina Al Fahal – um dos poucos portos restantes de onde o petróleo do Médio Oriente pode ser enviado para o mercado global – na sequência de ataques de drones em outro porto.
O preço do Brent, referência internacional, subiu 9% para 100,29 dólares por barril, apesar dos esforços globais para acalmar os receios de uma escassez prolongada de energia. Esta subida assinalou a primeira vez, em quatro anos, que o Brent ultrapassava os três dígitos, depois de ter registado um aumento de 29% na segunda-feira, antes de cair abruptamente após Donald Trump descrever a guerra como “muito completa” em declarações contraditórias.
Para tentar conter o pânico em relação ao fornecimento de petróleo, a Agência Internacional de Energia (IEA) anunciou, na quarta-feira, a maior libertação de reservas governamentais da sua história. Os 32 países membros da agência aprovaram unanimemente a libertação de 400 milhões de barris de crude de emergência. No caso de Portugal, será libertada cerca de 10% da reserva, o equivalente a nove dias.
No entanto, esta libertação recorde foi rapidamente ofuscada pela nova vaga de violência no Médio Oriente. Indícios de que Teerão estaria a visar deliberadamente infraestruturas estratégicas aumentaram a apreensão em relação à interrupção contínua dos mercados globais de energia.
A escalada dos preços levou o comando militar iraniano a provocar os Estados Unidos: “Preparem-se para o petróleo a 200 dólares por barril, porque o preço do crude depende da segurança regional, que vocês desestabilizaram”, declarou um porta-voz.
O West Texas Intermediate, referência do petróleo norte-americano, também regressou próximo dos 100 dólares, subindo 8,6% para 94,75 dólares por barril na manhã desta quinta-feira.
O estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás transportados por via marítima, encontra-se de facto bloqueado desde o início do conflito, a 28 de fevereiro. A companhia petrolífera estatal da Arábia Saudita, Aramco, alertou para “consequências catastróficas” para os mercados mundiais se o estreito permanecer obstruído.
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