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Os preços dos combustíveis deverão voltar a mudar na próxima semana, com previsões de uma subida de dois cêntimos por litro no gasóleo simples e de uma descida de um cêntimo na gasolina simples 95, segundo a estimativa divulgada esta sexta-feira pelo Automóvel Club de Portugal (ACP).

Caso a tendência dos mercados se confirme até ao fecho da sessão desta sexta-feira, o preço médio do gasóleo simples deverá passar para 2,045 euros por litro, enquanto a gasolina simples 95 deverá recuar para 2,024 euros por litro, de acordo com os cálculos efetuados com base nos dados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).

Apesar das previsões, os valores ainda não são definitivos. A média final será apurada no final do dia e poderá sofrer alterações em função da evolução das cotações internacionais do petróleo. Além disso, o preço cobrado ao consumidor pode variar entre postos de abastecimento, consoante a marca, a localização e a política comercial de cada operador.

A atualização do desconto aplicado ao Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) deverá, contudo, contribuir para atenuar o impacto da subida do gasóleo.

O Governo mantém em vigor o compromisso de aplicar uma redução extraordinária e temporária do ISP sempre que o aumento do preço dos combustíveis ultrapasse os 10 cêntimos por litro, procurando minimizar os efeitos da volatilidade dos mercados internacionais.

Entretanto, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, solicitou à Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) um estudo detalhado sobre a formação dos preços dos combustíveis em Portugal.

O objetivo passa por avaliar se os preços praticados nos postos de abastecimento acompanham a evolução das cotações internacionais do petróleo e dos combustíveis refinados e se as descidas são refletidas nos consumidores com a mesma rapidez das subidas. A ERSE dispõe de 20 dias úteis para apresentar as conclusões e poderá, caso se verifiquem os pressupostos legais, propor a fixação excecional de margens máximas.

Nas últimas semanas, os preços dos combustíveis têm sido influenciados pela instabilidade geopolítica no Médio Oriente. Depois de uma descida registada durante o período de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, a retoma das hostilidades voltou a pressionar o preço do petróleo nos mercados internacionais.

Ainda assim, esta sexta-feira o barril de Brent, referência para a Europa, negociava em baixa, depois do anúncio de um acordo para o desarmamento total do Hamas, contribuindo para aliviar a pressão sobre os mercados energéticos.

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