Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt

Os dados mostram que o peso destas despesas continua elevado em Portugal, com 31% dos inquiridos a admitirem ter sentido dificuldades para pagar cuidados de saúde.

Entre os principais encargos, destacam-se os medicamentos com receita médica, referidos por 93% dos participantes, com um custo médio anual de 415 euros. Seguem-se os medicamentos sem receita, mencionados por 78%, com uma despesa média de 201 euros.

Os cuidados dentários surgem como a área mais dispendiosa, com um custo médio de 520 euros e presença em 61% dos agregados. Também os óculos ou lentes de contacto representam um encargo significativo, com uma média de 428 euros, enquanto os cuidados psicológicos e psiquiátricos atingem, em média, 463 euros.

A pressão financeira tem impacto direto no acesso à saúde. Segundo o estudo, 27% dos portugueses adiaram, interromperam ou prescindiram de cuidados por falta de dinheiro. Entre estes, mais de metade refere consequências relevantes ou muito graves para a saúde e qualidade de vida.

Os cuidados mais frequentemente adiados incluem tratamentos dentários, consultas médicas, aquisição de óculos e medicamentos. O estudo conclui que, perante recursos limitados, muitas famílias são obrigadas a priorizar despesas, mesmo que isso implique comprometer a saúde.

Na comparação internacional, Portugal destaca-se como o país onde mais famílias enfrentam dificuldades em suportar estes custos. Enquanto 31% dos portugueses reportam problemas, o valor é de 27% em Itália, 22% na Bélgica e 16% em Espanha. Apesar de Itália apresentar a despesa média anual mais elevada (1.723 euros), o impacto relativo é mais acentuado em Portugal devido aos rendimentos mais baixos.

O estudo aponta ainda que, apesar do caráter universal do Serviço Nacional de Saúde, este não cobre todas as necessidades, levando muitos consumidores a suportar despesas adicionais com medicamentos, exames e cuidados especializados. Perante dificuldades de acesso e tempos de espera prolongados, mais de metade dos portugueses já recorre a seguros ou planos de saúde.

O inquérito foi realizado entre junho e setembro de 2025, junto de 1.079 lares portugueses, sendo representativo da população entre os 18 e os 74 anos.

A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil

Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.

Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.