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Um cidadão português de 26 anos morreu na madrugada desta quinta-feira em Fuenmayor, no norte de Espanha, depois de ter sido alegadamente atropelado e violentamente agredido por um homem de 31 anos, entretanto detido pelas autoridades espanholas. A mulher da vítima também ficou ferida no ataque.
Segundo fontes próximas da investigação citadas pela agência EFE, o suspeito deslocou-se de Viana, na região de Navarra, até Fuenmayor, em La Rioja, onde terá atropelado o casal e agredido o homem com um objeto contundente, ainda por identificar.
O alerta foi dado pelas 00h43 locais (23h43 em Lisboa), após uma denúncia de agressão junto às piscinas municipais de Fuenmayor, localidade situada a cerca de 14 quilómetros de Logroño.
Quando chegaram ao local, os agentes da Guardia Civil encontraram o homem caído no chão com ferimentos graves. Nas proximidades estavam ainda uma mulher ferida e uma criança. Apesar das manobras de primeiros socorros realizadas no local, a vítima acabou por morrer devido à gravidade dos ferimentos.
A mulher foi transportada para o Hospital Universitário San Pedro, em Logroño, onde realizou vários exames médicos. Segundo a Delegação do Governo em La Rioja, o estado de saúde é considerado estável.
A vítima mortal era natural de Portugal e residia em Logroño, embora também passasse períodos em Fuenmayor.
O suspeito foi igualmente levado ao Hospital San Pedro para avaliação médica antes de ser transferido para as instalações da Guarda Civil em Logroño, onde permanece detido. Até ao momento, ainda não prestou declarações às autoridades.
A investigação está a cargo da Unidade Orgânica da Polícia Judiciária e do Laboratório de Criminalística da Guarda Civil, que procuram reconstruir a sequência dos acontecimentos e apurar as motivações do crime.
O porta-voz da Guarda Civil em La Rioja, Miguel Ángel Sáez, explicou à EFE que os investigadores estão a recolher provas e testemunhos para esclarecer as circunstâncias do ataque. O processo encontra-se sob segredo de justiça.
As autoridades espanholas admitem ainda a possibilidade de o detido vir a responder por outros crimes além de homicídio.
O presidente da Câmara de Fuenmayor, Alberto Peso, afirmou que a população local ficou “surpreendida” com o sucedido, uma vez que o ataque ocorreu numa zona central da vila, perto das piscinas municipais.
A área permaneceu isolada durante várias horas para trabalhos de perícia e recolha de provas.
Contactado pela agência Lusa, o Consulado de Portugal em Espanha afirmou não ter, até ao momento, informações adicionais sobre o caso.
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