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Dados do INE dizem que há em Portugal 1.597.539 imigrantes, o correspondente a 14% da população. Estes números explicam-se por fluxos migratórios excecionalmente elevados em 2022, 2023 e 2024, com aumentos superiores a 330 mil pessoas, 274 mil e 182 mil, respetivamente. Até 2025, o número de imigrantes a residir no país continuou a aumentar, mas a um ritmo inferior.

Há 574.195 brasileiros a viver em Portugal, sendo esta a maior comunidade estrangeira a viver no país. Segue-se Angola, com 103.140, a Índia, com 93.683, Cabo Verde, com 76.099, e o Nepal, com 56.866.

Segundo o Expresso, os números divulgados colocam fim ao “vazio estatístico” que acontecia desde o ano passado, depois de o INE ter suspendido todas as publicações sobre a imigração por ser necessário analisar dados da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA).

Após a suspensão, o INE reviu todas as estatísticas sobre a população residente desde 2021, o que acabou por ditar correções em dados anteriormente divulgados. Assim, o número de residentes em Portugal foi corrigido em cerca de 637 mil em 2024, passando de 10.749.635 para 11.387.222. Já em 2023, a diferença foi de 565 mil, em 2022 de 413 mil e, em 2021, de 178 mil.

Esta revisão foi ainda mais acentuada no que diz respeito aos habitantes estrangeiros. Em 2022, passaram de 785 mil para 1.07 milhões e, em 2023, de 1.05 milhões para 1,35 milhões.

Estes dados permitem perceber que Portugal ultrapassou os 11 milhões de residentes em 2023, facto inédito que prova o impacto da imigração na demografia portuguesa. Situações semelhantes estão a acontecer em outros países da Europa, como é o caso da Suíça, onde foi proposto limitar a população a 10 milhões até 2050.

A iniciativa da direita radical, que surgiu com o objetivo de restringir a imigração, foi votada pelos suíços num referendo. Participaram 58,86% dos eleitores, tendo 54,79% votado contra e os restantes 45,21% mostrando-se a favor.

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