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O relatório revela que este volume representa um crescimento de 1% face ao ano anterior e se mantém praticamente estável em relação a janeiro de 2026. Apesar da redução nos incidentes de ransomware, os ataques permanecem elevados devido à automação das campanhas maliciosas, à expansão das infraestruturas digitais e aos novos riscos associados ao uso crescente de ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (GenAI).

Especialistas da Check Point Research destacam que os atacantes recorrem cada vez mais a automação e inteligência artificial para lançar ataques em larga escala e explorar vulnerabilidades rapidamente.

A nível global, setores como educação, governo e telecomunicações continuam a ser os principais alvos:

  • Educação: 4.749 ataques semanais por organização (+7% face a 2025)
  • Governo: 2.714 ataques (+2%)
  • Telecomunicações: 2.699 ataques (+6%)

Em Portugal, os setores mais críticos incluem administração pública, educação, telecomunicações, serviços financeiros e saúde, devido à sensibilidade dos dados e ao papel estratégico que desempenham na economia.

O estudo revela que a América Latina apresenta o maior volume médio de ataques semanais (3.123), seguida da Ásia-Pacífico (3.040) e África (2.993). A Europa regista 1.764 ataques por organização, enquanto a América do Norte contabiliza 1.456 ataques semanais.

O relatório alerta para novos desafios de segurança associados à utilização de GenAI. Entre as organizações analisadas, 88% enfrentam riscos de fuga de dados, 16% de prompts contêm informação sensível, e cada empresa utiliza em média 11 ferramentas diferentes de GenAI, com 62 prompts gerados por utilizador por mês.

Em fevereiro de 2026, foram registados 629 ataques de ransomware publicamente divulgados, uma queda de 32% face a fevereiro de 2025, embora especialistas ressaltem que a redução reflete um evento excecional do grupo Clop no ano anterior. Os grupos Qilin, Clop e The Gentlemen foram os mais ativos, representando juntos 39% dos ataques.

Segundo a Check Point Research, a adoção de mecanismos de prevenção, combinando inteligência de ameaças em tempo real, proteção baseada em inteligência artificial e visibilidade sobre redes, cloud, endpoints e utilizadores, é crucial para garantir a resiliência digital das organizações, num cenário de ataques automatizados e sofisticados.

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