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Mais de 3.100 crianças morreram ou ficaram feridas desde o início da guerra na Ucrânia e cerca de 13.000 ficaram órfãs, segundo dados da Unicef. O número de soldados ucranianos mortos ultrapassa os 100.000.

Hoje, Portugal acolhe um grupo de 33 familiares de vítimas da guerra na Ucrânia, no âmbito do projecto Choven, promovido pelos ministérios da Defesa e dos Veteranos da Ucrânia. O projeto Choven visa apoiar as famílias de militares vítimas da guerra na Ucrânia, em parceria com a Fundação Friends of Ukraine e a associação HelpUA.PT

A Associação Ukrainian Refugees UAPT iniciou a sua atividade oficial em fevereiro de 2022, imediatamente após a invasão
da Ucrânia pela Rússia, quando um grupo de portugueses e ucranianos residentes em Portugal se uniram para ajudar os refugiados a encontrar casa, trabalho, apoio jurídico, médico e psicológico.

Desde então, a associação foi responsável por 36 camiões de ajuda humanitária, seis voos de evacuação, três autocarros de evacuação, alojamento de 8.676 pessoas e recolha de 75 315 kg de medicamentos.

Através do Centro de Reabilitação Fenix, em Ourém, a associação procura restabelecer a saúde física e mental de combatentes ucranianos feridos e famílias, mães e filhos — os hospitais militares e civis da Ucrânia estão sobrelotados e a reabilitação é um processo moroso, que exige uma duração mínima de um ou dois meses.

Instalado num terreno de sete hectares, o centro conta com dois serviços médicos, 50 paciente, 15 profissionais de saúde e 15 salas de fisioterapia, além de uma pavilhão desportivo de 200 m2.

Este é o segundo grupo que chega a Portugal desde o início deste ano: em janeiro, o país acolheu 15 mães e 18 crianças ucranianas, familiares de soldados falecidos ou desaparecidos em combate, para uma missão humanitária de três semanas focada na reabilitação emocional e social.

Desta vez, as famílias serão recebidas pela ministra da Cultura, Juventude e Desporto (no âmbito da Juventude), Margarida Balseiro Lopes. Presente estará também Teresa Leal Coelho, professora universitária e ex-deputada do PSD, que acompanha o grupo desde o primeiro momento e acaba de ser nomeada embaixadora da região de Dnipro — a quarta maior cidade da Ucrânia, com cerca de um milhão de habitantes, capital de Dnipropetrovsk — para Portugal, no presente e para a reconstrução.

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