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O texto, semelhante ao de outras resoluções apresentadas pela oposição democrata nas últimas semanas, recebeu 49 votos a favor, incluindo os de três senadores republicanos, e 50 contra. Pela primeira vez desde o início da guerra, a senadora republicana Lisa Murkowski votou a favor de pedir a retirada das tropas americanas do Irão.
"Pensávamos obter mais clareza por parte do governo para saber em que ponto estamos [no conflito] e não recebi isso", afirmou Lisa Murkowski ao meio de comunicação social Punchbowl News, após a votação.
De acordo com a Constituição americana, apenas o Congresso está habilitado a declarar a guerra e os democratas desejam assim reafirmar a autoridade do poder legislativo sobre esta questão face ao poder executivo, representado por Donald Trump.
Se a lei permite ao presidente desencadear hostilidades para responder a uma ameaça iminente, exige, no entanto, que ele obtenha a autorização do Congresso dentro de 60 dias.
Ora, no início de maio, Donald Trump ultrapassou este prazo, argumentando que, devido ao cessar-fogo em curso com o Irão, o conflito tinha terminado.
Os democratas contestam este argumento e rebatem que forças americanas continuam presentes no local para fazer cumprir um bloqueio aos portos iranianos.
Vários eleitos republicanos afirmaram que, passado este prazo de 60 dias, poderiam começar a exigir ao executivo que obtivesse autorização do Congresso.
Mas, apesar dos votos de três senadores republicanos, poucos membros da maioria se juntaram aos democratas hoje para que a resolução fosse aprovada.
"Muitos dos nossos colegas estão desconfortáveis com a sua posição atual, mas também estão desconfortáveis com a ideia de se colocarem contra Trump", afirmou à imprensa, antes da votação, o senador democrata Jeff Merkley, autor da resolução.
Para o senador democrata Tim Kaine, esses eleitos republicanos "terão outra oportunidade de votar na próxima semana, e na semana seguinte". "Vamos forçar uma votação sobre esta questão a cada semana até que o Senado diga que não devemos estar em guerra. E eu penso que esse dia chegará em breve", acrescentou.
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