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A Ponte 25 de Abril celebra esta quinta-feira seis décadas de serviço, mantendo-se como a principal ligação entre Lisboa e a margem Sul do Tejo. Inaugurada a 6 de agosto de 1966, a infraestrutura continua a concentrar o maior volume de tráfego rodoviário e ferroviário da região, apesar da existência da Ponte Vasco da Gama desde 1998.
De acordo com a Infraestruturas de Portugal (IP), a ponte é atualmente utilizada por cerca de 150 mil veículos e 174 comboios por dia, servindo, nas componentes rodoviária e ferroviária, mais de 100 milhões de utilizadores por ano.
Construída durante o Estado Novo, a infraestrutura foi inaugurada com o nome de Ponte Salazar. Após a Revolução de 25 de Abril de 1974, passou a designar-se Ponte 25 de Abril.
A construção começou em novembro de 1962 e ficou concluída em menos de quatro anos, seis meses antes do prazo previsto. O custo final foi de 4,49 milhões de contos, equivalente a cerca de 22,39 milhões de euros.
A semelhança com a Golden Gate Bridge, em São Francisco, deve-se ao facto de ambas terem sido construídas pela empresa norte-americana American Bridge Company. Contudo, a ponte portuguesa foi preparada desde a origem para receber circulação ferroviária, o que apenas aconteceu cerca de três décadas depois da inauguração.
Considerada, na época, a maior obra pública realizada em Portugal, a construção envolveu diariamente cerca de 3.000 trabalhadores, 14 empresas de construção civil — 11 das quais portuguesas — e dezenas de milhares de toneladas de aço.
A infraestrutura destaca-se por um vão principal superior a um quilómetro, uma distância entre amarrações que ultrapassa os dois quilómetros e torres que atingem 196 metros acima do nível da água.
O tráfego rodoviário aumentou de forma consistente ao longo das últimas décadas, impulsionado pelo crescimento populacional da Península de Setúbal.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), 2005 continua a ser o ano com maior movimento, registando mais de 57 milhões de veículos, o equivalente a uma média diária de 156 mil viaturas.
Os anos de 2020 e 2021, marcados pela pandemia de covid-19, registaram os valores mais baixos das últimas décadas, com médias diárias de 115 mil e 124 mil veículos, respetivamente.
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