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Segundo os agentes da Polícia Municipal presentes no local, os membros do Chega danificaram o passeio ao abrir buracos para erguer a estrutura de suporte do cartaz. A lona foi apreendida, os elementos do partido identificados e foi aberto um processo.

Na sequência da intervenção, os membros do Chega chamaram a Polícia de Segurança Pública (PSP) para apresentar uma queixa-crime contra a Polícia Municipal e a Câmara Municipal de Lisboa, avança a Lusa.

O cartaz exibia uma imagem do primeiro-ministro, Luís Montenegro, com a boca e os olhos tapados, acompanhada da mensagem: “Portugal a arder. Caos nos Exames. Almada sem água. Onde está o Governo?”.

O secretário-geral adjunto do Chega, Carlos Magno Magalhães, afirmou à Lusa que o partido "não precisa de pedir autorização" para erguer cartazes, defendendo que se trata de um direito constitucionalmente protegido. O dirigente classificou a atuação das autoridades como "um abuso de poder".

A ocorrência mobilizou oito agentes da PSP e cinco da Polícia Municipal. Depois de abandonarem o local, pelas 13h30, os elementos do Chega voltaram a instalar o outdoor com a mesma mensagem.

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