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A detenção foi realizada pela Diretoria do Norte da Polícia Judiciária no âmbito de uma investigação que apura a atuação continuada da suspeita desde, pelo menos, 2021.
Segundo a PJ, a mulher terá "angariado e alojado várias trabalhadoras estrangeiras em situação vulnerável e irregular em território nacional", prometendo-lhes condições de trabalho que acabaram por não corresponder ao inicialmente acordado, com o objetivo de as explorar laboralmente no setor da prestação de cuidados a idosos.
No decorrer de duas buscas domiciliárias realizadas na cidade de Viana do Castelo, foram "apreendidos diversos documentos e material informático" considerados relevantes para a investigação. As autoridades apreenderam ainda uma arma de fogo que não estaria devidamente legalizada.
Na sequência desta apreensão, o companheiro da suspeita foi "detido em flagrante delito por posse ilegal de arma", no âmbito de um processo autónomo.
Até ao momento, a investigação já identificou seis vítimas, todas mulheres, oriundas de países de África e da América do Sul.
A Polícia Judiciária refere que o inquérito prossegue com o objetivo de apurar todos os factos e identificar eventuais novas vítimas deste esquema.
A detida será presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação consideradas adequadas. O inquérito é tutelado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Viana do Castelo.
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