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A operação, designada “Balaclava”, foi conduzida pela Unidade Nacional de Contraterrorismo da PJ e decorreu no âmbito de uma investigação por crimes de associação criminosa, roubo qualificado, sequestro agravado, usurpação de funções, detenção de arma proibida e crimes cometidos com arma.

Segundo a Polícia Judiciária, a investigação permitiu apurar a existência de um grupo “estável, estruturado e profissionalizado” que, de forma concertada e reiterada, terá praticado, ao longo de pelo menos um ano e meio, vários roubos violentos em habitações.

Para acederem às casas das vítimas, os suspeitos faziam-se passar por elementos das forças de segurança, simulando a realização de buscas policiais. Para o efeito, recorriam a armas de fogo curtas, crachás, coletes táticos com a inscrição “POLÍCIA”, balaclavas, instrumentos de imobilização das vítimas, como abraçadeiras, e a falsos mandados de busca e apreensão, apresentados como se fossem documentos judiciais autênticos.

Este método permitia a entrada ilegítima nas residências, cujas vítimas eram previamente selecionadas em função da sua capacidade económico-financeira. Já no interior das habitações, os suspeitos recorriam a entradas forçadas, ameaças graves e agressões físicas, subtraindo bens de elevado valor, nomeadamente dinheiro, ouro e joias.

A PJ refere que a atuação do grupo causou “elevado alarme social” e um “acentuado sentimento de insegurança” entre as vítimas.

No âmbito da operação “Balaclava” foram cumpridos 28 mandados de busca domiciliária, tendo participado mais de 200 inspetores e outros elementos de várias valências da Polícia Judiciária. Durante as diligências foram apreendidos objetos em ouro, uma quantia em dinheiro ainda por apurar, produto estupefaciente, munições e armas brancas.

Os 13 detidos vão ser presentes à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial, onde lhes serão aplicadas as respetivas medidas de coação.

A investigação é dirigida pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Lisboa e continua em curso com vista ao total esclarecimento dos factos.

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