Por volta das 17h30 (hora de Lisboa), o barril de Brent do Mar do Norte, com entrega em agosto, recuava 4,27%, para 90,23 dólares, depois de ter tocado nos 89,57 dólares, o valor mais baixo desde 17 de abril. Já o barril de West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, para entrega em julho, descia 5,10%, para 86,64 dólares, segundo dados da AFP.

O movimento de descida surge na sequência das declarações de Donald Trump, que afirmou que a diplomacia estava a realizar “os últimos esforços” para alcançar “um acordo muito, muito bom”, apontando um prazo de “dois a três dias” para a sua concretização.

Os mercados reagiram também ao cessar-fogo anunciado na segunda-feira entre Israel e Irão, após vários dias de ataques diretos entre os dois países. Apesar da trégua, o contexto permanece instável, depois de um novo agravamento das tensões durante o fim de semana.

Teerão advertiu que uma eventual “continuação da agressão e das hostilidades”, incluindo no sul do Líbano, poderá levar a ações “muito mais severas” do que as registadas até agora. Do lado israelita, o exército apelou esta terça-feira à evacuação da cidade de Tiro e zonas vizinhas, no sul do Líbano, antecipando ataques contra o Hezbollah, movimento apoiado pelo Irão.

A conjugação entre sinais diplomáticos positivos e a expectativa de contenção militar tem alimentado a perceção de menor risco imediato no abastecimento energético global, pressionando em baixa as cotações do crude.