Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt

“Insisti sempre com todos os Governos, com todos os ministros, continuei a insistir. Aquilo que me foi informado no caso desta nova administração do Metro foi que isso criaria um atraso enorme à abertura do metro, que a solução teria um custo acrescido”, afirmou Carlos Moedas, no âmbito da reunião pública da Câmara Municipal de Lisboa (CML).

Em causa está o abaixo-assinado “A Linha Circular vai atrasar a nossa vida!“, promovido pelo PCP e que reúne mais de 4.000 assinaturas de cidadãos que contestam o projeto da Linha Circular do Metropolitano de Lisboa e defendem a sua substituição pela solução da Linha em Laço.

Antes da entrega da carta na reunião pública da CML, cerca de 50 pessoas concentraram-se na Praça do Município, erguendo uma faixa em que se lia: “Não aceites mais um atraso na tua vida! Assina contra a Linha Circular, pela Linha em Laço”.

A Linha Circular pretende ligar a estação do Rato ao Cais do Sodré, com duas novas estações – Estrela e Santos -, numa extensão de dois quilómetros, bem como criar um anel circular na Linha Verde, implicando com o trajeto na Linha Amarela a partir do Campo Grande.

A conclusão da obra da Linha Circular introduzirá um novo interface no Campo Grande, “obrigando milhares de utentes provenientes do Lumiar, Telheiras, Quinta das Conchas, Santa Clara/Ameixoeira e Odivelas a um transbordo adicional para aceder ao centro da cidade”, realçam os peticionários, defendendo que esta alteração representa “um agravamento das condições de mobilidade”.

Pedro Lemos, morador da zona norte de Lisboa, militante do PCP e dinamizador da petição, foi quem entregou a carta na reunião da CML, apelando à implementação da Linha em Laço, mantendo Telheiras e Odivelas como estações terminais e assegurando simultaneamente a ligação à nova expansão, solução que os peticionários consideram que “continua a ser tecnicamente viável, implica custos reduzidos face ao investimento já realizado e responde melhor às necessidades de mobilidade das populações”.

“É uma solução que permite preservar as ligações diretas ao centro da cidade, aumentar a eficiência da operação e promover um acesso mais democrático ao transporte público”, argumentam.

Lembrando que sempre se manifestou contra a Linha Circular, projeto apresentado pelo Governo do PS, o presidente da CML ressalvou que não pode substituir-se ao Governo, agora liderado por PSD/CDS-PP: “Aquilo que o Governo diz neste momento, através da administração do Metro, é que isso teria um custo acrescido muito grande e que atrasaria tudo, durante mais anos ainda”.

“Penso que temos de ter algum pragmatismo, mas a minha posição sempre foi clara”, frisou o social-democrata Carlos Moedas, considerando que, “mesmo com atraso, valeria a pena” apostar na Linha em Laço.

Na concentração dos peticionários, o vereador do PCP, João Ferreira, destacou “um amplo consenso” relativamente às “enormes desvantagens” da Linha Circular e lembrou que o PSD, além de Carlos Moedas, criticou este projeto, pelo que deve ser “consequente e coerente“, uma vez que agora está a governar o país, bem como a cidade de Lisboa.

“Agora que o quadro mudou [com o PSD a governar], há condições para impedir a concretização deste erro e para criar a Linha em Laço, que minimiza muitas das desvantagens da Linha Circular”, afirmou o comunista, lembrando a “postura obstinada” do PS relativamente à defesa deste projeto, “quase contra tudo e contra todos”.

Também o vereador Ricardo Moreira, do BE, saudou a mobilização dos peticionários a favor da Linha em Laço.

__

A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil

Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.

Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.