No discurso de vitória, Péter Magyar afirmou, perante uma grande multidão em Budapeste, que o seu partido Tisza venceu as eleições na Hungria por uma margem muito significativa, com possibilidade de obter uma maioria de dois terços no parlamento.
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Afirmou que esta vitória representa uma “libertação” da Hungria e o fim do “regime de Orbán”, acusando o governo de ter usado todos os meios, incluindo os serviços de inteligência, para travar a oposição. Sublinhou que “a verdade triunfou sobre as mentiras” e que a vitória foi possível graças aos cidadãos.
Magyar disse ainda que não se trata apenas da vitória de um partido sobre outro, mas “dos húngaros sobre aqueles que os oprimiam”, defendendo que o país quer voltar a ser plenamente europeu. A multidão respondeu com cânticos como “russos, vão para casa”.
No discurso, destacou também o elevado número de votantes e afirmou que esta vitória permite uma “transição pacífica e eficiente de poder”. Terminou com uma mensagem emotiva, dizendo que “o amor venceu hoje, porque o amor vence sempre”, agradecendo aos húngaros por “não terem medo”.
Os húngaros disseram “sim à Europa” com esta votação, afirmou Magyar.
O novo governo tem uma grande tarefa pela frente, disse ele a uma enorme multidão, apelando aos presentes para celebrarem de forma pacífica esta noite, antes de começarem amanhã o “processo de cura” do país.
Acrescentou que o seu partido irá trabalhar todos os dias para merecer a confiança que lhes foi dada com esta vitória.
Magyar apelou também a Viktor Orbán para que não tome quaisquer medidas, entre agora e a sua saída formal do cargo, que possam dificultar o trabalho do novo governo quando este for formado.
Defendeu que os “fantoches” do governo de Orbán devem sair e que as instituições do Estado têm de mudar.
Prometeu restaurar os “checks and balances” e disse aos apoiantes que irá repor a democracia na Hungria.
Enquanto falava, a multidão entoava “Europa”.
Afirmou ainda que a Hungria “deixará de ser um país sem consequências”, acrescentando que aqueles que “roubaram do país terão de enfrentar consequências”.
À hora do discurso já se sabe que Péter Magyar venceu as eleições na Hungria, mas o verdadeiro desafio começa agora: conseguir uma maioria de dois terços no parlamento, necessária para mudar a Constituição e desmontar o sistema de clientelismo e corrupção associado aos 16 anos de governo de Viktor Orbán e do Fidesz.
Com cerca de 81,49% dos votos contados, o seu partido Tisza estava projetado para obter 137 lugares, acima dos 133 necessários para essa maioria constitucional.
Magyar, descrito como conservador, conseguiu reunir uma coligação ampla de eleitores e pretende formar um governo com especialistas em áreas como saúde, educação e economia, com o objetivo de resolver problemas estruturais do país.
Sem essa maioria qualificada, o executivo ficaria limitado e não conseguiria implementar reformas profundas nem alterar a Constituição.
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