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O plano surge após o anúncio, no início de maio, de Washington sobre a retirada de cerca de cinco mil militares norte-americanos da Alemanha. A decisão foi tornada pública na sequência de críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, à posição dos Estados Unidos no contexto da guerra no Irão.
Na altura, o Pentágono indicou que a operação de retirada deveria ser concluída num prazo entre seis a doze meses. No entanto, a mesma publicação alemã refere agora que esse calendário poderá ser encurtado, com a apresentação de planos atualizados prevista para a próxima cimeira da NATO, agendada para o próximo mês.
Embora não tenham sido divulgados detalhes sobre o novo ritmo da retirada nem sobre eventuais ajustes no posicionamento das forças norte-americanas noutros países europeus, a notícia aponta para uma reavaliação mais ampla da presença militar dos Estados Unidos no continente.
Em paralelo, o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, endureceu o discurso sobre o papel dos aliados europeus, defendendo uma maior responsabilização da Europa e da NATO no financiamento da sua própria defesa.
“Acabou a era em que os Estados Unidos subsidiavam a defesa das nações ricas”, afirmou Hegseth, em declarações feitas em Singapura, sublinhando que os aliados europeus “têm de tomar grandes decisões” relativamente ao seu investimento militar.
As declarações surgem num momento de crescente debate dentro da NATO sobre a partilha de encargos entre os Estados Unidos e os aliados europeus, bem como sobre o futuro posicionamento estratégico norte-americano na Europa.
O processo de retirada de tropas da Alemanha, agora potencialmente acelerado, é visto como um dos primeiros sinais concretos dessa reorientação, ainda que Washington não tenha confirmado oficialmente qualquer alteração ao calendário inicial.
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