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Em declarações ao canal francês Ici Alsace TV, o homem disse acreditar que será “apenas uma questão de dias” até poder voltar a estar com os menores.
“Penso neles a cada segundo”, afirmou, referindo-se ao momento em que foi alertado pela polícia francesa para o desaparecimento das crianças.
Segundo o Ministério Público de Colmar, o pai tinha apenas direito a visitas supervisionadas desde o divórcio, que ocorreu há cerca de dois anos, decisão que terá contestado judicialmente.
Ainda assim, garante estar à espera de autorização para viajar até Portugal. “Dia e noite, tenho o telefone ao meu lado”, disse.
Na primeira reação pública desde que o caso ganhou dimensão mediática, o pai apelou também à proteção da privacidade dos filhos, defendendo que as crianças precisam de tempo para recuperar: “Os meus filhos vão precisar de se reconstruir, tal como eu. Não vão precisar que lhes recordem constantemente esta tragédia”, afirmou.
O homem sublinhou ainda que não pretende “defender nem minimizar os atos cometidos”, que considera “graves e profundamente chocantes”, mas recusou alimentar discursos de ódio dirigidos à mãe das crianças.
“Recuso acrescentar palavras de ódio, insultos ou qualificativos destinados a desumanizar uma pessoa, mesmo que venha a ser considerada culpada”, disse.
As duas crianças, de nacionalidade francesa, foram encontradas na terça-feira junto a uma estrada, na zona de Alcácer do Sal, depois de alegadamente terem sido abandonadas pela mãe e pelo padrasto.
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