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De acordo com as autoridades, o barco afundou a sudoeste de Cabo Agrília, numa zona onde se registavam ventos fortes de cerca de 60 quilómetros por hora. As operações de busca e salvamento decorrem por mar e ar, envolvendo duas embarcações, um helicóptero e equipas terrestres.
“Recuperámos quatro corpos e resgatámos sete pessoas. Não sabemos ainda quantas se encontravam a bordo”, adiantou um porta-voz da guarda costeira. Fontes locais, citadas pela emissora pública ERT, indicam que os sobreviventes são de nacionalidade sudanesa.
Ainda não é claro o que levou ao naufrágio, mas o incidente é o terceiro fatal registado este mês nas águas gregas. No início de outubro, quatro migrantes morreram também ao largo de Lesbos, e há dez dias duas mulheres foram encontradas sem vida junto à costa de Quios, após o encalhe de outra embarcação com 29 pessoas a bordo.
Na sexta-feira passada, um naufrágio perto da cidade turca de Bodrum — a poucos quilómetros da ilha grega de Kos — provocou a morte de 17 migrantes.
A Grécia continua a ser uma das principais portas de entrada na União Europeia para quem foge de conflitos ou da pobreza no Médio Oriente, África e Ásia. Face ao aumento das chegadas nas últimas semanas, sobretudo através das ilhas de Creta e Gavdos, o governo grego tem vindo a endurecer as regras de controlo fronteiriço.
Segundo dados da Organização Internacional para as Migrações, quase 1.400 migrantes perderam a vida ou desapareceram no Mediterrâneo desde o início de 2025, confirmando o mar como uma das rotas mais mortais do mundo para quem procura alcançar a Europa.
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