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De acordo com a HRW, os condenados enfrentaram julgamentos que não cumpriram as garantias básicas do devido processo legal. Entre as principais irregularidades apontadas estão a ausência de representação jurídica adequada, a falta de intérpretes durante os procedimentos judiciais e a inexistência de informação clara sobre as acusações formuladas contra os arguidos.

“A disponibilidade da Arábia Saudita para executar migrantes estrangeiros por crimes não violentos, após julgamentos que lhes negaram o devido processo legal, reflete um profundo desrespeito pelos seus direitos e pelas suas vidas”, afirmou Nadia Hardman, investigadora sénior da HRW para os direitos dos refugiados e migrantes. A responsável sublinhou que muitos dos migrantes detidos pertencem a grupos particularmente vulneráveis, com fracos recursos económicos e limitado acesso a apoio consular.

A organização de defesa dos direitos humanos apelou ainda à comunidade internacional para que intervenha “com urgência”, pressionando Riade a suspender as execuções e a garantir julgamentos justos, em conformidade com as normas internacionais de direitos humanos. A Arábia Saudita é um dos países que mais aplica a pena de morte a nível mundial, incluindo por crimes relacionados com drogas, uma prática criticada de forma recorrente por organizações internacionais.

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