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No arranque oficial da sua visita à China, que decorre em vários pontos da capital, Pedro Sánchez falou na Universidade Tsinghua, onde sublinhou que a cooperação entre grandes potências é essencial para garantir um sistema multilateral equilibrado.

O chefe do Governo espanhol afirmou que “a China faz muito, e saudamos isso, mas pode fazer mais”, nomeadamente no sentido de exigir o respeito pelo direito internacional e contribuir para o fim de conflitos no Irão, Líbano, Cisjordânia e Ucrânia. Destacou ainda que “o direito internacional é a base de tudo” e defendeu um maior envolvimento de Pequim na promoção da estabilidade global.

Na mesma intervenção, Sánchez alertou para o défice comercial de Espanha com a China, que classificou como “insustentável para as nossas sociedades a médio e longo prazo”. O primeiro-ministro acrescentou que Espanha “precisa que a China se abra para que a Europa não tenha de se fechar”, num contexto de tensões comerciais e de um défice que ultrapassou os 42 mil milhões de euros em 2025.

Esta é a quarta visita de Pedro Sánchez à China em quatro anos. O programa oficial inclui ainda deslocações à Academia Chinesa de Ciências e ao parque tecnológico da empresa Xiaomi, antes de uma série de encontros políticos previstos para terça-feira com o Presidente chinês, Xi Jinping, o primeiro-ministro, Li Qiang, e o presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, Zhao Leji, onde deverão ser assinados acordos bilaterais.

A imprensa estatal chinesa destacou a deslocação de Sánchez como exemplo das relações que Pequim pretende manter com a Europa, sublinhando o papel de Espanha como “ponte” entre as duas partes e o caráter “pragmático” da sua abordagem.

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