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“Tenho visto algumas pessoas tentarem evitar o inevitável: a assunção de responsabilidades políticas pelo atual Presidente da CML. Moedas é prisioneiro das suas próprias declarações em 2021, quando exigiu a demissão de Fernando Medina”, escreveu o ex-líder do PS nas redes sociais.

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Pedro Nuno Santos recordou que, no episódio da partilha de dados de manifestantes anti-Putin pela autarquia de Lisboa com a Rússia, Moedas tinha afirmado que “era necessário um novo tipo de políticos, os que assumiam as suas responsabilidades, mesmo perante um ‘erro técnico’”. Agora, considera que não é preciso esperar por conclusões de inquéritos para avaliar a responsabilidade política no caso do elevador.

O antigo ministro das Infraestruturas manifestou também concordância com a posição da Fectrans, que pediu uma análise aprofundada à segurança do sistema e criticou a externalização da manutenção do equipamento. “A manutenção é mais eficaz quando beneficia do conhecimento acumulado, transmitido por sucessivas gerações de trabalhadores”, destacou.

Pedro Nuno Santos sublinhou ainda a importância de avaliar “quais as qualificações e experiência dos trabalhadores encarregues da manutenção, bem como o seu vínculo à empresa de manutenção”, lembrando que, na CP, os governos anteriores tentaram separar e privatizar a área da manutenção, mas que no final de 2019 esta voltou a ser integrada.

O Elevador da Glória, gerido pela Carris, liga a Praça dos Restauradores ao Jardim de São Pedro de Alcântara, no Bairro Alto. Na quarta-feira, descarrilou durante o percurso, num acidente que deixou a cidade em choque.