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O PCP afirma em comunicado que o PTRR, hoje apresentado, se trata de propaganda por, segundo o partido, procurar iludir a resposta às consequências das tempestades recentes, sublinhando que “três meses depois das tempestades está ainda quase tudo por fazer”, nomeadamente na reconstrução, nos apoios às empresas, na limpeza da floresta e nos apoios às famílias e autarquias.
O partido considera ainda “inaceitável” que o primeiro-ministro procure, através de novos anúncios, diluir a resposta imediata necessária, acrescentando que “não há forma de fazer esquecer a ausência dessa resposta por via de um enumerado de promessas futuras”.
O PCP acusa também o Governo de “fraude política”, alegando que estão a ser repetidos anúncios já feitos anteriormente e que respostas estão a ser adiadas para 2034. Critica igualmente a inclusão de valores associados a fundo perdido, empréstimos, fundos comunitários e projetos já em curso ou em atraso, considerando que tal serve para “inchar montantes” sem acrescentar investimento público.
Na mesma posição, o PCP defende que “o que se exige é mais ação e investimento e menos ilusão”, afirmando que a mobilização de recursos necessária para responder às intempéries exige outras opções políticas. O partido sustenta que o Governo não as está a fazer, defendendo uma rutura com políticas que, segundo o PCP, colocam a prioridade nas regras do euro e nos excedentes orçamentais em detrimento do investimento público, dos serviços públicos, da produção nacional e dos setores estratégicos.
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