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O Partido Comunista Português (PCP) defende, esta sexta-feira, que os acontecimentos registados em Ceuta, com a entrada de milhares de pessoas no enclave espanhol no norte de África, não podem ser dissociados da dimensão humanitária que está na origem dos fluxos migratórios.
Num comunicado enviado à imprensa, o partido reconhece as dificuldades enfrentadas pelo Estado espanhol perante a situação, mas alerta para o que considera ser um aproveitamento político da crise por parte de alguns setores.
"Os acontecimentos ocorridos em Ceuta, com a passagem de milhares de pessoas para este território de Espanha no norte de África, são inseparáveis de uma dimensão humanitária que explica muitas das movimentações migratórias em busca de uma vida melhor", refere o PCP.
O partido acrescenta que, "não subestimando as exigências colocadas ao Estado espanhol", não pode deixar de denunciar "o aproveitamento que alguns pretendem fazer para a sua agenda reaccionária e xenófoba com o agigantamento da situação".
Na mesma nota, os comunistas criticam as propostas de encerramento da fronteira entre Portugal e Espanha, defendendo que essas posições assentam numa leitura exagerada da crise migratória.
"É ao abrigo deste agigantamento que se devem ler as posições dos que irresponsavelmente propõem o fecho da fronteira com Espanha num mês de entrada de milhares de cidadãos oriundos de países não Schengen em Portugal", conclui o comunicado.
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