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A Ucrânia e três dos seus principais aliados europeus apresentaram, este domingo, uma posição conjunta sobre as condições necessárias para alcançar uma paz "justa e duradoura" com a Rússia.

Após uma reunião realizada em Londres, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, o Presidente francês Emmanuel Macron e o chanceler alemão Friedrich Merz divulgaram uma declaração conjunta onde reafirmam o apoio a Kiev e estabelecem cinco condições para qualquer processo de paz.

Segundo a BBC, entre os pontos considerados essenciais estão o fim dos combates, o início de negociações com base na atual situação no terreno, garantias de segurança sólidas para a Ucrânia e o respeito pelo direito do país escolher livremente as suas alianças e mecanismos de defesa.

Os quatro líderes defenderam ainda a participação ativa dos Estados Unidos da América nas negociações, numa fase em que a atenção do Presidente norte-americano, Donald Trump, se tem concentrado cada vez mais no conflito entre Israel e o Irão.

A reunião em Londres decorreu poucos dias depois de Zelensky ter enviado uma carta aberta ao Presidente russo, Vladimir Putin, propondo negociações diretas para pôr fim à guerra.

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A iniciativa foi saudada pelos líderes europeus, que defenderam um diálogo direto entre Kiev e Moscovo, com participação dos parceiros europeus e norte-americanos.

No entanto, Putin voltou a rejeitar a proposta, reiterando que a Rússia apenas colocará fim ao conflito quando alcançar os objetivos definidos por Moscovo desde o início da invasão em larga escala lançada em fevereiro de 2022.

A declaração conjunta surge também como uma resposta às exigências russas relacionadas com a adesão da Ucrânia à NATO. Os líderes europeus sublinharam que qualquer acordo deverá respeitar plenamente o direito da Ucrânia a decidir as suas alianças e opções de segurança.

Apesar dos apelos à negociação, os combates continuam a agravar-se. Nos últimos dias, a Ucrânia lançou alguns dos seus ataques mais profundos em território russo desde o início da guerra. No sábado, drones ucranianos atingiram São Petersburgo, a segunda maior cidade da Rússia, durante a realização do Fórum Económico Internacional promovido pelo Kremlin.

As autoridades russas classificaram o ataque como "sem precedentes". Dias antes, drones ucranianos já tinham atingido áreas nos arredores da cidade, situada a cerca de mil quilómetros da fronteira ucraniana.

Ao mesmo tempo, a Rússia prossegue os bombardeamentos contra várias regiões da Ucrânia, recorrendo a mísseis e drones para atingir infraestruturas e áreas urbanas.

Antes de viajar para Londres, Zelensky denunciou um ataque russo contra uma instalação de armazenamento de combustível nuclear usado perto da central de Chernobyl.

Segundo a empresa estatal ucraniana Enerhoatom, o ataque provocou danos parciais no edifício, mas não causou vítimas nem libertação de radiação. Um incêndio que deflagrou após o impacto foi rapidamente controlado.

O Presidente ucraniano acusou Moscovo de atingir deliberadamente uma infraestrutura considerada crítica para a segurança nuclear do país. "Foi um ataque vil contra uma instalação nuclear extremamente importante", afirmou Zelensky.

A central de Chernobyl é conhecida por ter sido palco, em 1986, do pior acidente nuclear civil da história, quando uma explosão num dos reatores libertou material radioativo que afetou grande parte da Europa.

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