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Segundo o Politico, o partido governamental Contrato Cívico, liderado pelo primeiro-ministro arménio, Nikol Pashinyan, seguia destacado na liderança das eleições parlamentares realizadas este domingo na Arménia, de acordo com os primeiros dados das sondagens à boca das urnas.
Os resultados preliminares divulgados pelos meios de comunicação arménios atribuíam ao Contrato Cívico 56,7% dos votos, enquanto o principal partido da oposição, Arménia Forte, surgia com 17,5%.
Estas foram as primeiras eleições parlamentares desde que a Arménia cedeu a região disputada de Nagorno-Karabakh ao Azerbaijão em 2023. O sufrágio foi encarado como um importante teste político entre Pashinyan, que recebeu o apoio do presidente norte-americano Donald Trump, e o seu principal adversário, o oligarca russo-arménio Samvel Karapetyan.
Depois de votar durante a manhã, Pashinyan afirmou que o futuro da Arménia passará por uma estratégia de reforço da independência, da soberania do Estado, da democracia e do Estado de direito. O primeiro-ministro acrescentou ainda que pretende prosseguir o caminho das reformas democráticas com o apoio dos parceiros europeus, referindo que a União Europeia é o principal parceiro do país na implementação dessas reformas.
A Comissão Eleitoral Central deverá divulgar os resultados preliminares oficiais durante a segunda-feira.
A campanha eleitoral ficou marcada por preocupações relacionadas com uma possível interferência russa. No sábado, as autoridades arménias anunciaram a detenção de mais de 40 pessoas suspeitas de envolvimento num alegado esquema de compra de votos. De acordo com os meios de comunicação estatais, a investigação estará ligada ao partido Arménia Forte.
Segundo notícias divulgadas na Arménia, seis dos mandados de detenção visaram membros do partido de Karapetyan. O líder da oposição reagiu afirmando que as detenções não alterariam a vontade dos eleitores arménios.
Karapetyan fez campanha a partir da sua residência, onde se encontra em prisão domiciliária desde julho do ano passado, depois de ter sido acusado de fazer alegados apelos públicos à tomada do poder. O político rejeita as acusações e considera-as motivadas por razões políticas.
Esteo domingo, foi escoltado até uma assembleia de voto, onde falou brevemente aos jornalistas antes de regressar a casa. Na ocasião, afirmou que o povo arménio faria a escolha certa e que o país teria finalmente um governo legítimo.
A participação eleitoral atingiu quase 59%, segundo os meios de comunicação arménios, representando o valor mais elevado das últimas três eleições parlamentares.
De acordo com uma informação divulgada pela Reuters em maio, a Rússia estaria a considerar mobilizar dezenas de milhares de arménios residentes em território russo para participarem na votação deste fim de semana, numa tentativa de enfraquecer politicamente o primeiro-ministro.
Desde a invasão em larga escala da Ucrânia ordenada pelo presidente russo Vladimir Putin em 2022, Pashinyan tem procurado aproximar a Arménia do Ocidente. Apesar de o país continuar integrado num mercado comum com a Rússia, o apoio interno a Moscovo diminuiu significativamente depois de as forças russas não terem impedido o Azerbaijão de assumir o controlo de Nagorno-Karabakh em 2023.
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