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A lista conjunta apresentada por PSD, PS e Chega para o Tribunal Constitucional reuniu 176 votos favoráveis, ultrapassando a maioria qualificada de dois terços exigida para a eleição. Dos 230 deputados, votaram 203, tendo sido registados 19 votos em branco e 12 nulos.
Foram eleitos Joaquim Cardoso da Costa e Maria Paula Ribeiro Faria, indicados pelo PSD, Gabriela Cunha Rodrigues, proposta pelo PS, e Luís Filipe Brites Lameiras, indicado pelo Chega.
Já a candidata a provedora de Justiça, Maria Luísa Neto, não conseguiu reunir os votos necessários para a eleição. Indicada pelo PS e apoiada pelo PSD, obteve 131 votos favoráveis, 58 votos em branco e 18 nulos, ficando abaixo dos 154 votos exigidos para alcançar a maioria de dois terços.
Esta foi a segunda tentativa falhada para preencher o cargo de provedor de Justiça. A primeira ocorreu em abril, quando o candidato socialista Tiago Antunes alcançou apenas 104 votos favoráveis. Após esse resultado, o antigo secretário de Estado decidiu não voltar a candidatar-se, de acordo com o Expresso.
Atual presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional de Administração (INA), Maria Luísa Neto foi nomeada para o cargo em 2021. Licenciada em Direito pela Universidade de Lisboa e doutorada pela Universidade do Porto, destacou-se também pela sua ligação à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, onde exerceu funções entre 2007 e 2013.
O cargo de provedor de Justiça encontra-se vago desde que Maria Lúcia Amaral deixou a função para integrar o Governo como ministra da Administração Interna.\
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