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O novo plano de cerca de 22 mil milhões de dólares prevê a construção de 200 mil casas acessíveis em 10 anos, recorrendo a promotores privados, à flexibilização de regras de construção e ao alívio de restrições de zona. A ideia é acelerar a construção e baixar rendas através do aumento da oferta, uma abordagem mais pragmática e próxima do movimento “YIMBY” (favorável à construção de mais habitação).

Segundo a CNN Internacional, esta mudança reflete a dificuldade de implementar políticas puramente públicas numa cidade como Nova Iorque, onde os custos são elevados, a burocracia é complexa e o financiamento federal para habitação pública tem vindo a diminuir. Mesmo o modelo de habitação social que Mamdani idealiza, como o de Viena ou Singapura, não é facilmente replicável no contexto americano atual.

Ao mesmo tempo, Mamdani mantém medidas mais intervencionistas, como o congelamento de rendas para cerca de um milhão de apartamentos com renda estabilizada. Esta política é controversa: críticos alertam que muitos edifícios já estão financeiramente frágeis devido ao aumento de custos (energia, seguros, manutenção), e que um congelamento prolongado pode agravar a degradação do parque habitacional.

O plano reflete assim uma tensão central: por um lado, uma visão progressista de controlo de rendas e habitação pública; por outro, a necessidade prática de envolver o mercado privado para conseguir construir em escala suficiente. Exemplos como Austin, Minneapolis e Seattle são usados como referência de sucesso de políticas de desregulação e aumento da construção, que ajudaram a estabilizar ou reduzir rendas.

Mamdani está, no fundo, a combinar objetivos social-democratas com ferramentas mais pró-mercado, numa abordagem pragmática para tentar aumentar rapidamente a oferta de habitação em Nova Iorque.

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