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A agência de informações BfV anunciou a classificação da AfD em maio de 2025, descrevendo o partido como uma ameaça à ordem democrática por "desprezar a dignidade humana" através de uma "agitação contínua" contra refugiados e migrantes.
A AfD recorreu na altura para o tribunal administrativo de Colónia, onde se situa a sede da BfV, segundo a agência de notícias norte-americana The Associated Press (AP).
O tribunal emitiu agora uma providência cautelar que impede a BfV de tratar a AfD como um grupo de "extrema-direita comprovado" até que seja proferida uma sentença final, para a qual ainda não existe data prevista. O tribunal afirmou num comunicado que, após o exame das provas recolhidas até ao momento, é suficientemente certo que existem "esforços contra a ordem fundamental democrática e livre" no seio da AfD.
Contudo, considerou que esses esforços não caracterizam a AfD de tal forma que se possa estabelecer uma "tendência anticonstitucional fundamental" na imagem global do partido. Para o tribunal, a principal força de oposição à coligação do chanceler conservador Friedrich Merz não representa, "no seu conjunto", uma "tendência de fundo hostil à Constituição".
A colíder da AfD Alice Weidel saudou de imediato a decisão do tribunal da cidade da zona ocidental da Alemanha, considerando que "travou os fanáticos da proibição" do partido. "É uma vitória para a democracia e para o Estado de direito", congratulou-se Weidel numa mensagem nas redes sociais, citada pela agência de notícias France-Presse.
A AfD foi o segundo partido mais votado nas eleições de fevereiro de 2025, com 20,8% dos votos, o que lhe permitiu eleger 152 deputados ao parlamento federal, de 630 lugares.
Quando classificou a AfD como uma organização de extrema-direita, o BfD justificou que "a compreensão do povo baseada na etnia e na ascendência" que prevalecia no seio do partido era "incompatível com a ordem democrática livre".
A decisão foi criticada na altura pela Administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo a televisão britânica BBC. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, classificou a decisão como "tirania disfarçada" e o vice-presidente JD Vance considerou que o Muro de Berlim estava a ser reconstruído.
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