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Segundo o Vatican News, o Papa Leão XIV voltou a condenar de forma clara a pena de morte, reiterando a posição da Igreja Católica de que esta prática é inadmissível por atentar contra a dignidade humana. A mensagem foi transmitida em vídeo no âmbito das comemorações dos 15 anos da abolição da pena capital no estado de Illinois, nos Estados Unidos.
O Pontífice dirigiu-se aos participantes de um evento comemorativo realizado na Universidade DePaul, em Chicago, que contou com a presença da conhecida activista contra a pena de morte, Irmã Helen Prejean. A iniciativa decorreu no Centro de Estudantes de Lincoln Park e foi transmitida em directo, reunindo testemunhos, momentos musicais e reflexões sobre a justiça e os direitos humanos.
Na sua intervenção, Leão XIV retomou ideias já expressas anteriormente, nomeadamente durante uma conferência de imprensa no regresso de uma viagem a África, onde condenou não só a pena de morte, mas também o assassinato e todas as formas de injustiça. O Papa recordou ainda um discurso dirigido ao Corpo Diplomático acreditado junto da Santa Sé, em Janeiro deste ano, no qual sublinhou que toda a vida humana é sagrada desde a concepção até à morte natural.
Segundo o Papa, o direito à vida constitui o fundamento de todos os outros direitos humanos, sendo essencial que as sociedades protejam este princípio para poderem prosperar. Reforçou igualmente que a dignidade da pessoa não se perde, mesmo quando são cometidos crimes graves, defendendo que os sistemas de detenção podem e devem ser eficazes na protecção dos cidadãos sem eliminar a possibilidade de redenção dos condenados.
A mensagem sublinha que a Igreja Católica ensina que “a pena de morte é inadmissível porque atenta contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa”, posição que tem sido reafirmada por sucessivos pontífices, incluindo o Papa Francisco. Leão XIV destacou que é possível salvaguardar o bem comum e assegurar a justiça sem recorrer à pena capital, alinhando-se assim com uma corrente crescente que defende uma ética centrada na vida.
O Papa aproveitou a ocasião para manifestar o seu apoio a todos aqueles que trabalham pela abolição da pena de morte, tanto nos Estados Unidos como a nível global. Expressou o desejo de que esses esforços contribuam para um maior reconhecimento da dignidade humana e sirvam de inspiração para outras iniciativas em defesa desta causa.
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