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O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, afirmou recentemente que membros da sua família foram alvo de ameaças por parte de ucranianos, numa escalada de tensão entre Budapeste e Kiev que coincide com a proximidade das eleições parlamentares húngaras, marcadas para 12 de abril, diz o The Guardian. Orbán, líder nacionalista há 16 anos, enfrenta sondagens desfavoráveis que dão vantagem ao seu opositor, Péter Magyar, e aparenta explorar o conflito com a Ucrânia para reforçar o apoio eleitoral.

Num vídeo divulgado na noite de quarta-feira, Orbán mostrou-se emocionado ao telefone com as suas filhas, afirmando: “Tenho a certeza de que verão nas notícias que os ucranianos ameaçaram-me, mas também a vocês. Os meus filhos e netos… Temos de levar isto a sério, mas não devemos ter medo.” O líder húngaro referia-se às declarações de Hrihoriy Omelchenko, antigo político ucraniano e ex-membro do serviço de segurança SBU nos anos 1990, que esta semana alertou numa entrevista televisiva que vigilantes poderiam perseguir Orbán se este não alterasse a sua postura anti-ucraniana.

Também o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, terá proferido comentários sobre Orbán que levaram aliados europeus a pedir moderação. Historicamente, Orbán é considerado o líder mais pró-Rússia da União Europeia, o que tem criado relações tensas com Kiev. A pressão política aumentou à medida que se aproximam as eleições, com a campanha anti-Ucrânia a intensificar-se.

O recente episódio que desencadeou a escalada envolveu alegações da Ucrânia sobre a necessidade de várias semanas para reparar um oleoduto que transporta petróleo russo para a Hungria, danificado num ataque de drones russos. Em resposta, Orbán vetou novas sanções da UE contra a Rússia e bloqueou um empréstimo adicional de 90 mil milhões de euros à Ucrânia.

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