Pete Hegseth, secretário da Defesa dos Estados Unidos, assumiu que os Estados Unidos "não iniciaram esta guerra, mas vão terminá‑la", repetindo a narrativa da administração norte‑americana de que o Irão tem estado em conflito com os EUA há "47 anos", embora sem uma declaração formal de guerra. O responsável acusou Teerão de ter estado por trás de ataques a interesses e pessoal norte‑americano ao longo de décadas, incluindo carros armadilhados em Beirute, disparos de rockets contra navios da Marinha dos EUA, assassinatos em embaixadas e explosões no Iraque e no Afeganistão atribuídas à Força Quds e à Guarda Revolucionária do Irão.

Segundo Hegseth, a campanha militar, designada por Operação Fúria Épica, foi planeada para neutralizar capacidades militares iranianas consideradas uma ameaça directa, nomeadamente sistemas de mísseis, drones e infra‑estruturas navais, que, na visão dos Estados Unidos, serviam como um "escudo" para as ambições nucleares de Teerão. O secretário da Defesa argumentou que o Irão "tinha uma arma convencional apontada à nossa cabeça enquanto tentava enganar o mundo para conseguir uma bomba nuclear".

A operação aérea, lançada sob ordens do presidente norte‑americano, foi descrita por Hegseth nas redes sociais como um ataque sem precedentes em termos de letalidade, complexidade e precisão, uma afirmação que, embora enfatize a capacidade tecnológica e militar dos EUA, tem confrontado críticas e atenção internacional pelo elevado custo humano em algumas zonas atingidas.

"Se ameaçarem ou matarem americanos em qualquer parte do mundo, nós vamos atrás de vocês e vamos matar", escreveu Hegseth, reiterando o compromisso dos EUA em perseguir e neutralizar o que consideram ameaças directas à sua segurança.

A ofensiva norte‑americana ocorre num clima de forte polarização geopolítica e já desencadeou reacções variadas no plano internacional. Enquanto alguns sectores políticos nos Estados Unidos apoiam a acção militar e rejeitam negociações com Teerão, outras vozes a nível global apelam à desescalada e ao regresso ao diálogo diplomático.